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Juíza dos EUA mantém ação contra Planned Parenthood por propaganda enganosa sobre pílula abortiva

Processo questiona declarações da entidade sobre a segurança do medicamento usado em abortos

A Fundação Susan Thompson Buffett, presidida por Susie, doou US$ 8,4 bilhões para organizações que trabalham pela saúde reprodutiva, a exemplo da Planned Parenthood | Foto: Divulgação/Planned Parenthood
A Fundação Susan Thompson Buffett, presidida por Susie, doou US$ 8,4 bilhões para organizações que trabalham pela saúde reprodutiva, a exemplo da Planned Parenthood | Foto: Divulgação/Planned Parenthood | Foto: Divulgação/Planned Parenthood

Uma juíza da Flórida, nos Estados Unidos, autorizou o prosseguimento de uma ação judicial movida pelo Estado contra a Planned Parenthood, uma das maiores organizações de defesa do aborto no país.

A decisão, assinada em 27 de maio pelo juiz J. Scott Duncan, do Primeiro Tribunal do Circuito do Condado de Santa Rosa, rejeitou o pedido da entidade para arquivar o processo.

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A ação foi apresentada em novembro de 2025 pelo procurador-geral da Flórida, James Uthmeier. O Estado cobra US$ 350 milhões da organização por suposta divulgação de informações enganosas sobre medicamentos utilizados em abortos.

A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) argumentou que o regimento interno do STF não prevê a retirada do destaque que permitiu a retomada do julgamento do aborto | Foto: Jcomp/Freepik
A Flórida proíbe abortos a partir da sexta semana de gestação desde 2024 | Foto: Jcomp/Freepik

Segundo o processo, a Planned Parenthood afirmou que a pílula abortiva seria mais segura do que medicamentos amplamente utilizados, como Tylenol, Viagra e penicilina. As autoridades da Flórida sustentam que as declarações foram falsas e fraudulentas.

Colorado amplia acesso a pílulas abortivas

Enquanto a disputa judicial avança na Flórida, o governador do Colorado, Jared Polis, sancionou uma lei que obriga centros de saúde de universidades a disponibilizarem pílulas para aborto químico.

A legislação prevê exceções para instituições que possam perder acesso a recursos federais, que precisem alterar práticas médicas adotadas ou que tenham objeções religiosas.

+ Leia também: “Caderneta da Gestante do governo Lula é alvo de críticas por ‘normalizar’ aborto

A decisão ocorre em meio às mudanças nas regras sobre aborto em diferentes Estados norte-americanos.

Desde 2024, a Flórida passou a proibir abortos a partir da sexta semana de gestação. A medida substituiu a legislação anterior, que permitia o procedimento até a 15ª semana. A restrição entrou em vigor depois de uma decisão da Suprema Corte estadual que abriu caminho para a alteração da lei.

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