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Irã rejeita esforços de paz e cita 'desconfiança histórica' do EUA

Presidente do país persa, Masoud Pezeshkian classifica propostas norte-americanas como contraditórias

Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian | Foto: Reprodução/X/@iranin_arabic
Desconfiança influência diretamente as negociações em andamento | Foto: Reprodução/X/@iranin_arabic

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta segunda feira, 20, que o país não se submeterá a pressões e citou uma “profunda desconfiança histórica” em relação aos Estados Unidos. Ele classificou as ofertas de paz feitas por Washington como “não construtivas e contraditórias”.

Pezeshkian divulgou a declaração na rede social X, em que relacionou o impasse diplomático ao histórico de relações entre os dois países. Segundo ele, a desconfiança iraniana influencia diretamente as negociações em andamento.

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“Honrar os compromissos é a base de um diálogo significativo”, escreveu o presidente iraniano. “Persiste uma profunda desconfiança histórica do Irã em relação à conduta do governo dos EUA, enquanto os sinais contraditórios e pouco construtivos de autoridades norte-americanas transmitem uma mensagem amarga: elas buscam a rendição do Irã. Os iranianos não se submetem à força.”

Ele acrescentou que sinais vindos de autoridades norte-americanas enfraquecem o processo diplomático.

Cessar-fogo entre EUA e Irã chega ao fim

O cessar-fogo firmado entre Estados Unidos e Irã chega ao fim na próxima quarta-feira, 22. Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, a renovação do acordo é improvável.

Leia também: “Irã promete retaliar intercepção de navio pelos EUA

Em entrevista à PBS News, Trump citou o próximo encontro entre as autoridades dos dois países. Enviados norte-americanos estão a caminho do Paquistão para dar continuidade às negociações, enquanto autoridades iranianas negam as conversas.

“Eles deveriam estar lá”, afirmou Trump. “Concordamos em estar lá, embora eles digam que não. Mas não, foi tudo armado. Vamos ver se eles estão lá ou não. Se não estiverem, tudo bem também”

A tensão entre os dois países voltou a escalar depois dos ataques do Irã a navios internacionais no Estreito de Ormuz e da apreensão de uma embarcação iraniana pelo governo norte-americano.

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