publicidade
Mundo

Irã autoriza passagem de 20 navios do Paquistão pelo Estreito de Ormuz

Cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo passa pela rota

O estreito de Ormuz visto do espaço EUA - Estados Unidos - Irã
O estreito de Ormuz visto do espaço | Foto: Divulgação/Nasa

O governo do Irã concordou em permitir que 20 navios sob bandeira do Paquistão atravessem o Estreito de Ormuz, com a previsão de que duas embarcações façam a travessia diariamente. A informação foi divulgada pelo ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, neste sábado, 28.

No comunicado, Dar afirmou: “O Governo do Irã concordou em permitir que mais 20 navios sob a bandeira paquistanesa passem pelo Estreito de Ormuz, e dois navios atravessarão o estreito diariamente.”

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias do Mundo em Oeste

Segundo ele, a medida representa um avanço nas relações entre os países e pode contribuir para a estabilidade regional. “Este é um gesto bem-vindo e construtivo do Irã e merece apreciação”, escreveu. “É um prenúncio de paz e ajudará a trazer estabilidade na região.”

O ministro também destacou o impacto diplomático do anúncio: “Este anúncio positivo marca um passo significativo em direção à paz e fortalecerá nossos esforços coletivos nessa direção”. Em seguida, acrescentou: “Diálogo, diplomacia e tais medidas de construção de confiança são o único caminho a seguir.”

Decisão ocorre depois de restrições em Ormuz

A autorização ocorre em meio a um cenário recente de restrições à navegação na região. No começo de março, um assessor da Guarda Revolucionária Islâmica anunciou o fechamento de Ormuz e ameaçou ataques a embarcações que tentassem atravessar a área.

O Estreito de Ormuz é uma rota marítima estratégica que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, por onde passam cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo. Por isso, qualquer restrição no local afeta diretamente o fornecimento global de energia e os preços internacionais.

Nos dias seguintes, o Irã passou a impor condições para a travessia de navios comerciais. Entre elas, a cobrança de taxas que podem chegar a US$ 2 milhões e a exigência de informações detalhadas sobre tripulação, carga e rota das embarcações. As cobranças são feitas caso a caso, com valores variáveis conforme o tipo de navio.

Além disso, o fluxo de embarcações no estreito foi reduzido, com predominância de navios iranianos ou vinculados à China entre os que conseguiram atravessar a rota. O governo iraniano declarou que a navegação segue liberada para países aliados, enquanto restrições atingem nações consideradas hostis.

Leia também: “Israel surrou o grandão arrogante”, reportagem de Augusto Nunes e Eugenio Goussinsky publicada na Edição 274 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.