Em meio à escalada de conflitos no Oriente Médio, um ataque violento atingiu uma sinagoga nos arredores de Detroit, nesta quinta-feira 12, levando autoridades norte-americanas a reforçarem investigações sobre ameaças à comunidade judaica.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos identificou o agressor, Ayman Mohamad Ghazali, como cidadão naturalizado, nascido no Líbano, com 41 anos.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste
Ghazali entrou nos Estados Unidos em 10 de maio de 2011, ao chegar ao Aeroporto Internacional Metropolitano de Detroit com visto de cônjuge de norte-americana.
Ele se naturalizou em 5 de fevereiro de 2016, depois de solicitar a cidadania em outubro de 2015.
Morador de Dearborn Heights, subúrbio de Detroit, Ghazali trabalhava em um restaurante local e estava em processo de divórcio desde agosto de 2024.
O atentado
O atentado ocorreu na Temple Israel, situada em West Bloomfield Township, considerada uma das maiores sinagogas do país, com quase 12 mil integrantes.
Armado com um rifle, Ghazali invadiu o prédio com seu carro, que colidiu e pegou fogo.
A ação foi interrompida por agentes de segurança, que o mataram no local. Durante o ataque, cerca de 140 crianças e funcionários estavam no centro infantil da instituição. Nenhum dos presentes ficou ferido.
Um agente de segurança atingido pelo veículo perdeu a consciência, mas se recuperou.
Policiais que atenderam à ocorrência precisaram de cuidados médicos devido à inalação de fumaça provocada pelo incêndio do carro durante o ataque.
Leia mais:
Investigação
O motivo do crime ainda está sob apuração. Um dia antes, Ghazali publicou imagens de familiares que teriam morrido em um ataque israelense à cidade de Mashghara, no Líbano.
Segundo o prefeito de Dearborn Heights, Mo Baydoun, entre as vítimas estavam sobrinha e sobrinho do agressor. Autoridades não confirmam se o fato motivou a invasão da sinagoga.
A investigação está sob responsabilidade do FBI, que avalia o episódio como violência direcionada contra judeus.
O xerife do Condado de Oakland, Mike Bouchard, declarou que ainda se busca esclarecer o que levou Ghazali a cometer o ataque.
Histórico de ataques em Michigan
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o ocorrido como “uma coisa terrível”.
Este é o segundo ataque a um local de culto em Michigan em menos de um ano.
Em 2025, um ex-fuzileiro naval invadiu uma igreja ao norte de Detroit, atirou em quatro pessoas e incendiou o prédio por discordância religiosa contra a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, conforme informou o FBI.
As investigações relacionadas ao ataque à sinagoga continuam enquanto agentes buscam desvendar todos os detalhes do caso.
Leia também: “O Ocidente contra o Islamismo”, artigo de Brendan O’Neill, publicado na Edição 313 da Revista Oeste









































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.