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Hackers ligados ao Irã invadem e-mail pessoal de diretor do FBI

Ataque vazou dados de mais de uma década de Kash Patel; autoridades dos EUA veem risco de escalada

O diretor do FBI, Kash Patel: dados pessoas | Foto: Reprodução/YouTube
O diretor do FBI, Kash Patel: dados pessoas | Foto: Reprodução/YouTube

Hackers ligados ao governo do Irã invadiram o e-mail pessoal do diretor do FBI, Kash Patel, e divulgaram fotos e documentos retirados da conta, segundo a CNN. O material exposto inclui registros de comunicações pessoais, profissionais e de viagens acumulados ao longo de mais de uma década. O episódio ocorre em meio a alertas de autoridades dos Estados Unidos sobre uma possível escalada de ataques cibernéticos ligados a Teerã.

De acordo com uma análise preliminar dos arquivos, as mensagens acessadas datam de cerca de 2011 a 2022 e não indicam, até o momento, comprometimento direto de sistemas institucionais do FBI. Especialistas ouvidos sobre o caso afirmam que a invasão atingiu conteúdos de caráter privado, como imagens de família e informações logísticas do cotidiano.

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Hackers: retaliação, segundo investigadores

“Não se trata de uma violação de sistemas do FBI, mas de dados pessoais”, afirmou Ron Fabela, da área de segurança da informação. Imagens divulgadas pelo grupo mostram Kash Patel em momentos anteriores à sua nomeação para o comando da agência norte-americana. A autenticidade dos registros foi confirmada por fontes familiarizadas com o episódio. 

A invasão, inicialmente revelada pela Reuters, ocorre em meio a alertas recorrentes de autoridades dos Estados Unidos sobre possíveis ações de retaliação cibernética de grupos ligados a Teerã, depois da intensificação dos ataques norte-americanos e israelenses contra o Irã no último mês.

Leia também “Barbárie chique”, reportagem publicada na Edição 315 da Revista Oeste

Este não é o primeiro caso que envolve o atual diretor do FBI. No fim de 2024, antes de assumir o cargo, Kash Patel já havia sido informado de que fora alvo de uma operação hacker atribuída ao Irã, que resultou no acesso a parte de suas comunicações privadas.

A ofensiva fazia parte de uma campanha mais ampla conduzida por hackers estrangeiros, incluindo grupos da China e do Irã, com foco em integrantes da equipe do então presidente Donald Trump. Entre os alvos estavam nomes como o atual vice-procurador-geral Todd Blanche, a advogada Lindsey Halligan e Donald Trump Jr.. O grupo, responsável pelo ataque mais recente, também reivindicou neste mês um ciberataque contra a Stryker, que derrubou sistemas e afetou operações da empresa.

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1 comentário
  1. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Só computador do tse brasileiro não pode ser violado.

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