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Governo de esquerda do Reino Unido endurece regras para imigrantes: obrigatório saber falar inglês

O primeiro-ministro trabalhista, Keir Starmer, anunciou as medidas com o objetivo de "retomar o controle das fronteiras"

O primeiro-ministor do Reino Unido, Keir Starmer, em coletiva de imprensa sobre imigração | Foto: Ian Vogler/Pool via REUTERS
O primeiro-ministor do Reino Unido, Keir Starmer, em coletiva de imprensa sobre imigração | Foto: Ian Vogler/Pool via REUTERS

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, apresentou nesta segunda-feira, 12, o seu novo plano para conter a imigração no Reino Unido.

O primeiro-ministor do Reino Unido, Keir Starmer, em coletiva de imprensa sobre imigração
| Foto: Ian Vogler/Pool via REUTERS
O primeiro-ministor do Reino Unido, Keir Starmer, em coletiva de imprensa sobre imigração | Foto: Ian Vogler/Pool via REUTERS

A proposta do governo do Partido Trabalhista, de esquerda, prevê uma redução do número de estrangeiros, maiores controles na fronteira, restrições para vistos de residência, de trabalho, de estudo e para familiares.

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Um endurecimento das regras que chega após a derrota eleitoral que os trabalhistas sofreram nas últimas eleições administrativas em favor do partido anti-imigrantes Reform UK, liderado por Nigel Farage.

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Na Grã-Bretanha, de fato, grande parte da opinião pública está convencida de que a onda de imigração dos últimos anos sobrecarregou os serviços públicos e alimentou tensões étnicas em algumas regiões do país. Uma das principais razões que levaram ao referendo sobre o Brexit, culminando com a decisão de deixar a União Europeia, em 2016.

Durante uma entrevista coletiva na sede do governo, em Downing Street, Starmer anunciou seu plano ao salientar como a Grã-Bretanha corre o risco de se tornar “uma ilha de estrangeiros” e, portanto, chegou a hora de ” finalmente retomar o controle de nossas fronteiras”.

O objetivo é combater as gangues criminosas de traficantes que organizam as viagens para chegar ao Reino Unido. O completo oposto da política de “fronteiras abertas” de governos anteriores.

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Atualmente, mais de 1 milhão de imigrantes chegam em média por ano ao Reino Unido. Desse total, apenas 50 mil são ilegais que desembarcam pelo Canal da Mancha, vindos da Europa continental.

Para o primeiro-ministro trabalhista, o objetivo é “reduzir significativamente” a imigração no país.

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As palavras mais duras jamais pronunciadas por um líder político da esquerda britânica. E que as associações de apoio aos migrantes imediatamente rotularam como “vergonhosas e perigosas”.

Alguns parlamentares do Partido Trabalhista, o mesmo de Starmer, definiram o discurso de seu primeiro-ministro como “desumanizante e divisor”.

Por outro lado, o partido de Nigel Farage disse que Starmer “finalmente está nos ouvindo e aprendendo conosco”.

O que muda nas regras para imigrantes no Reino Unido

Em termos concretos, para obter um visto de residência no Reino Unido será necessário demonstrar um conhecimento avançado da língua inglesa, mesmo por parte dos familiares dos imigrantes, além de ter um diploma para empregos qualificados, enquanto a contratação no exterior de cuidadores de idosos e faxineiros será bloqueada.

Ao mesmo tempo, o período necessário para obter a residência permanente, o primeiro passo para a cidadania, será aumentado de cinco para dez anos.

O governo abrirá uma exceção para os imigrantes que contribuírem significativamente com a sociedade britânica, como médicos e engenheiros.

Para Starmer, “morar no Reino Unido não é um direito, é um privilégio que todos devem trabalhar para ganhar”.

O primeiro-ministro também questionou se a imigração beneficia o crescimento econômico e reiterou que os imigrantes devem se integrar à sociedade.

“A imigração faz parte da história nacional da Grã-Bretanha“, disse, “mas eles devem se comprometer a se integrar e aprender nossa língua.”

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3 comentários
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    Esse governo lacrador tem data marcada pra morrer.
    Estão desesperados com a derrota eleitoral da semana passada , e tentam agora mudar a trajetória do desastre…
    Tarde demais.

  2. Route 66
    Route 66

    Andei naquela porra e não vejo privilégio nenhum morar lá, um clima de merda, comida fraquíssima, nem um sanduíche decente sabem fazer. O Brasil, mesmo com essa ladroagem que nos assola desde 2003, com um breve intervalo, é muito melhor pra se viver.

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