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Venezuela entra no terceiro dia de buscas por sobreviventes

Equipes de resgate correm contra o tempo em meio a colapso na infraestrutura

Equipes de resgate trabalham em meio aos escombros na região de La Guaira, na Venezuela | Foto: Reprodução/X
Equipes de resgate trabalham em meio aos escombros na região de La Guaira, na Venezuela | Foto: Reprodução/X

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A Venezuela enfrenta o terceiro dia de buscas por sobreviventes depois de terremotos devastadores nesta quarta-feira, 24, resultando em pelo menos 920 mortos e cerca de 50 mil desaparecidos, segundo a ONU. As equipes de resgate enfrentam dificuldades devido à destruição de infraestrutura, com moradores improvisando buscas. O estado de La Guaira é o mais afetado, com muitos edifícios destruídos.

Com milhares de desaparecidos, centenas de mortos e uma infraestrutura gravemente comprometida, a Venezuela entrou neste sábado, 27, no terceiro dia de buscas por sobreviventes dos terremotos que devastaram o norte do país.

As equipes de resgate enfrentam dificuldades provocadas pela destruição de estradas, edifícios e sistemas de comunicação, enquanto cresce a pressão por uma resposta internacional mais ampla.

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As primeiras 72 horas depois de um terremoto são consideradas decisivas para encontrar pessoas com vida sob os escombros.

Apesar disso, moradores e familiares continuam participando das buscas de forma improvisada em diversas áreas, muitas vezes diante da escassez de equipamentos pesados e de equipes especializadas.

Venezuela pode ter 50 mil desaparecidos

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas.

Segundo o balanço oficial mais recente, pelo menos 920 pessoas morreram e mais de 3.300 ficaram feridas, embora as autoridades admitam que esses números tendem a aumentar à medida que novas áreas são alcançadas pelas equipes de resgate.

O Estado de La Guaira segue como a região mais atingida, com centenas de edifícios destruídos ou severamente danificados.

Em Caracas, também foram registrados desabamentos, danos em hospitais, interrupções no fornecimento de energia elétrica e prejuízos à infraestrutura de transportes.

Leia também: “A onda conservadora”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 328 da Revista Oeste

A comunidade internacional intensificou o envio de ajuda humanitária. Pelo menos 17 países mobilizaram equipes de busca e resgate, médicos, equipamentos e suprimentos de emergência para apoiar as operações.

A ONU coordena parte da resposta humanitária, enquanto diversos governos anunciaram o envio de aeronaves, maquinários e especialistas em salvamento.

Os trabalhos de resgate continuam ininterruptamente, mas especialistas alertam que as chances de encontrar sobreviventes diminuem conforme o tempo passa. Ainda assim, as autoridades mantêm as operações, impulsionadas pelos relatos de pessoas que permanecem presas sob os escombros e por resgates bem-sucedidos registrados desde o desastre.

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