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A Força Aérea Brasileira (FAB) pousou com uma missão humanitária na Venezuela, para apoiar as operações de busca e resgate depois de terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorridos na noite de 24 de junho, que resultaram em 920 mortes e 3.360 feridos. A aeronave KC-390 Millennium pousou em Maracay, levando médicos, especialistas em salvamento e equipamentos. A missão, organizada pela Agência Brasileira de Cooperação, deve durar 15 dias, podendo ser prorrogada.
A Força Aérea Brasileira (FAB) chegou à Venezuela com uma missão humanitária destinada a apoiar as operações de busca e resgate depois dos terremotos que atingiram o país recenetemente.
A aeronave KC-390 Millennium pousou na Base Aérea El Libertador, em Maracay. Ela levou médicos, especialistas em salvamento, cães farejadores e equipamentos de localização de vítimas.
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O governo brasileiro organizou a mobilização por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores. A missão reúne integrantes da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, bombeiros militares de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A equipe do Brasil desembarcou em meio a uma grande operação internacional de assistência. Diversos países e orgãos enviaram profissionais, equipamentos e suprimentos para reforçar os trabalhos nas áreas mais atingidas.
Venezuela recebe reforço internacional para resgate

Os terremotos atingiram a Venezuela na noite da última quarta-feira, 24. Os tremores registraram magnitudes de 7,2 e 7,5 e ocorreram com menos de um minuto de intervalo. As autoridades venezuelanas contabilizaram até o momento 920 mortes e 3.360 feridos.
A prioridade das equipes de resgate concentra-se na busca por sobreviventes sob estruturas destruídas. Especialistas dizem que pessoas soterradas podem permanecer vivas por vários dias caso encontrem bolsas de ar entre os escombros.
“Quando cai um prédio, formam-se bolsões de ar”, explicou Karoline Magalhães, porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo. “Então, as pessoas, muitas vezes, permanecem dentro desses bolsões com uma sobrevida até considerável, de cinco, dez dias.”
A previsão inicial é de que a missão brasileira permaneça na Venezuela por 15 dias. As autoridades podem prorrogar o período por mais duas semanas, caso as condições em campo exijam a continuidade do apoio.
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O ministro da Defesa, José Múcio, deve viajar ao país para acompanhar os trabalhos e coordenar novas ações de assistência. O governo brasileiro também planeja enviar uma segunda aeronave com médicos e um hospital de campanha para ampliar a capacidade de atendimento às vítimas.
Enquanto isso, moradores de Roraima iniciaram arrecadação de alimentos, roupas e outros itens de primeira necessidade. Brasileiros e venezuelanos residentes no Estado organizam pontos de coleta para auxiliar as comunidades afetadas pela tragédia.
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