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EUA querem punição da China por 'genocídio'

Comissão da ONU concluiu que minoria étnica de uigures, na Província de Xinjiang, sofre graves violações de direitos humanos

china genocídio
Foto: Reprodução/Flickr

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, pediu providências sobre o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado na quarta-feira 31, que constatou graves violações de direitos humanos cometidos pela China contra a minoria muçulmana uigur, na Província de Xinjiang.

“Esse relatório reforça e reafirma nossas sérias preocupações sobre o genocídio em curso e os crimes contra a humanidade perpetrados pelas autoridades chinesas contra os uigures”, disse Blinken, na quinta-feira 1º, em comunicado.

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Apesar de o secretário de Estado ter mencionado que um “genocídio” está em curso, o relatório elaborado pelo Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU trata a questão como possível caso de crime contra a humanidade, um conceito mais amplo que o genocídio — a decisão de destruir uma população por motivos de raça ou religião.

“Continuaremos a responsabilizar as autoridades chinesas e a exortá-las a libertar todos os detidos sem justificação e a permitir o acesso irrestrito a investigadores independentes em Xinjiang, no Tibete e através da China”, disse Blinken.

O relatório da ONU era esperado e cobrado há vários meses. Em suas conclusões, o documento sustenta que a China levou cerca de 1 milhão de uigures e outros grupos minoritários para campos de internamento, locais que chamou de centros de treinamento. Alguns dos centros já foram fechados, mas acredita-se que ainda existam centenas de milhares encarcerados. Em várias centenas de casos, as famílias não tinham ideia do destino dos parentes que foram detidos.

O relatório recomenda: 1) China tem de esclarecer urgentemente o paradeiro de pessoas desaparecidas e cujas famílias não conseguem nenhuma informação sobre eles; 2) investigação externa de acusações de violação de direitos humanos. O documento também menciona vítimas de espancamentos, a destruição de mesquitas e de comunidades e casos de esterilizações e abortos forçados.

O governo chinês, que tentou impedir a publicação, considerou o documento uma “difamação contra a China”.

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2 comentários
  1. José Antonio Debon
    José Antonio Debon

    Basta que a China divulgue vídeos com ursos panda sendo bem cuidados pelo governo chinês e os esquerdistas da ONU esquecem disso.

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