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Trump afirma que o Irã aceitou barrar programa de bomba nuclear

O presidente americano usou as redes sociais para detalhar os bastidores do acordo de paz e desmentiu o pagamento de verba bilionária

Trump participa de um evento na Custer Farms em Chippewa Falls, Wisconsin, EUA - 5/6/2026 | Foto: Nathan Howard/Reuters
Trump participa de um evento na Custer Farms em Chippewa Falls, Wisconsin, EUA - 5/6/2026 | Foto: Nathan Howard/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o governo do Irã cedeu às pressões diplomáticas e aceitou o compromisso de nunca fabricar uma arma nuclear. A declaração ocorreu por meio das redes sociais nesta segunda-feira, 15, logo que as duas nações confirmaram a assinatura de um tratado de paz para encerrar o conflito armado no Oriente Médio.

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Na mesma postagem, o líder da Casa Branca rechaçou informações da imprensa internacional sobre o suposto repasse de verbas americanas para Teerã. Trump negou a criação de um fundo de financiamento no valor de US$ 300 bilhões. O presidente classificou o boato como notícia falsa e culpou os integrantes do Partido Democrata pela distribuição do rumor. O regime islâmico optou pelo silêncio e não comentou a postagem até o momento.

Chanceler detalha etapas para desatar nós da guerra

Os termos estruturais do pacto internacional permanecem sob sigilo parcial, mas o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, adiantou as metas principais do documento. O chanceler explicou que o processo de pacificação vai funcionar em duas fases distintas. A primeira etapa consiste na assinatura de um memorando de entendimento na Suíça para formalizar as obrigações iniciais das Forças Armadas.

A segunda etapa do planejamento prevê uma trégua imediata de 60 dias para permitir que as comitivas debatam os pontos mais complexos da transição. O plano exige a interrupção total dos bombardeios no Líbano e a retirada compulsória dos soldados de Israel das áreas ocupadas. Os diplomatas também incluíram a devolução de recursos financeiros iranianos que foram retidos em instituições bancárias do exterior nos últimos anos.

O redesenho comercial da região vai restabelecer o funcionamento dos portos iranianos, livres do cerco da Marinha dos Estados Unidos. A retomada dos negócios inclui a desobstrução imediata do Estreito de Ormuz, principal gargalo para a distribuição global de combustíveis. As cláusulas negociadas autorizam o governo do Irã a implantar um sistema de cobrança de taxas para a circulação de navios comerciais no canal marítimo.

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