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Reta final da apuração consolida liderança de Keiko Fujimori no Peru

Candidata conservadora abre vantagem de mais de 20 mil votos sobre o esquerdista Roberto Sánchez

Keiko Fujimori é a candidata conservadora nas eleições do Peru | Foto: Reprodução/Instagram
A candidata da Fuerza Popular soma 9.089.279 votos, enquanto Sánchez, da coalizão Juntos por el Perú, registra 9.068.521 | Foto: Reprodução/Instagram

Com quase 99% dos votos apurados, a conservadora Keiko Fujimori consolidou a liderança na corrida presidencial do Peru. A candidata do partido Fuerza Popular soma 50% dos votos válidos e mantém uma vantagem de 20,8 mil votos sobre o esquerdista Roberto Sánchez.

Dados divulgados nesta segunda-feira, 15, pela Oficina Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), mostram que 98,8% das atas já foram contabilizadas.

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Keiko soma 9.089.279 votos, enquanto Sánchez, da coalizão Juntos por el Perú, registra 9.068.521. A diferença entre ambos chegou a 21 mil votos.

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O sistema eleitoral peruano contabilizou até o momento 91,5 mil atas. Outras 1,2 mil permanecem no Jurado Eleitoral Especial (JEE), órgão responsável por analisar eventuais inconsistências e recursos relacionados à votação.

Não há mais urnas pendentes de apuração.

Pedido de recontagem segue sem decisão no Peru

Na sexta-feira 12, Sánchez pediu a revisão das atas eleitorais que ainda podem ser reexaminadas pela legislação peruana. Em mensagem publicada na rede social X, o candidato argumentou que a pequena diferença entre os concorrentes justificaria uma análise mais detalhada dos votos.

Sánchez também convidou Keiko para aderir conjuntamente ao pedido. Segundo o esquerdista, a medida serviria para garantir confiança no resultado final da eleição. A candidata recusou o convite.

Saiba mais:

Até o momento, a Onpe não anunciou qualquer recontagem geral. A apuração oficial segue válida e continua avançando paralelamente à análise das atas encaminhadas ao JEE.

No Peru, os eleitores votam em cédulas de papel e cada mesa eleitoral produz uma ata com o resultado da contagem. Esses documentos podem ser revisados em casos de divergências numéricas, inconsistências formais ou contestações apresentadas pelos partidos.

O presidente do Jurado Nacional de Eleições, Roberto Rolando Burneo Bermejo, já havia alertado que a definição oficial do vencedor poderia levar semanas.

Segund Bermejo, a análise dos recursos e das atas contestadas é um procedimento demorado, o que pode empurrar a proclamação do resultado final para meados de julho.

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