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Gigante mundial da navegação interrompe exportações no Golfo Pérsico

A empresa divulgou a decisão nesta segunda-feira, 9, em meio à disparada dos preços do petróleo, depois do lançamento de novos mísseis iranianos

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O Estreito de Ormuz representa a única passagem entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico | Foto: Divulgação/MSC

A instabilidade provocada pelo avanço do conflito entre Irã e países vizinhos levou a Mediterranean Shipping Company (MSC), maior companhia mundial de transporte marítimo de contêineres, a interromper parte das exportações originárias do Golfo Pérsico.

A empresa divulgou a decisão nesta segunda-feira, 9, em meio à disparada dos preços do petróleo, depois do lançamento de novos mísseis por Teerã, sob liderança recém-empossada, e a possibilidade de fechamento do estratégico Estreito de Ormuz para navegação internacional.

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A empresa explicou que, “tendo em vista a atual e excepcional situação de segurança no Oriente Médio, é necessário declarar o ‘Fim da Viagem’ para certos embarques de exportação” provenientes de portos do Golfo, “estejam eles em terra ou já a bordo”.

Toda a carga impactada será descarregada no porto designado, e a responsabilidade sobre as remessas passará aos respectivos proprietários assim que a descarga for concluída.

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Importância estratégica do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz representa a única passagem entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico, sendo fundamental para o transporte de quase um quarto do petróleo mundial e para o fluxo de mercadorias da região.

A MSC ressaltou que a medida adotada “reflete a natureza excepcional das circunstâncias atuais” e “não constitui uma quebra de contrato”.

A empresa também afirmou que vai colaborar com os clientes para viabilizar rotas alternativas para suas cargas, mediante novo contrato e cobrança de sobretaxa obrigatória de US$ 800 (aproximadamente R$ 4.184) por contêiner, a fim de cobrir custos extras.

Leia também: “A linguagem que os tiranos entendem”, artigo de Ana Paula Henkel, publicado na Edição 312 da Revista Oeste

No comunicado, a MSC pediu que seus clientes entrem em contato com escritórios locais para obter informações detalhadas sobre os portos designados e confirmar instruções para recuperação ou encaminhamento das cargas.

“A MSC lamenta sinceramente a necessidade desta decisão, que decorre de circunstâncias excepcionais fora de seu controle”, destacou a empresa.

Escalada do conflito

O cenário se agravou depois de 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel iniciaram ataques ao Irã, desencadeando retaliações com mísseis e drones do regime iraniano contra diferentes alvos no Golfo.

No dia 1º de março, a MSC instruiu seus navios a buscarem locais seguros e suspendeu todas as reservas de cargas para o Oriente Médio.

Já em 3 de março, a empresa afirmou que as remessas para portos do Golfo estavam sendo redirecionadas ao porto seguro mais próximo para descarga.

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