O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou abertamente a ascensão de Mojtaba Khamenei ao posto de líder supremo do Irã. Em entrevista concedida ao jornal The Post, o republicano demonstrou insatisfação com a escolha feita pela Assembleia de Especialistas e sinalizou que a sucessão dinástica complica os planos de Washington para a região. Mojtaba assume o comando da teocracia uma semana depois da morte de seu pai, Ali Khamenei, atingido por operações militares coordenadas entre forças norte-americanas e israelenses.
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A nomeação ocorre em um cenário de vácuo político severo. Donald Trump revelou anteriormente que os candidatos considerados ideais pelo seu governo para liderar uma transição no Irã faleceram durante o conflito em curso. Embora o presidente não tenha fornecido nomes nem detalhes sobre essas mortes, o prédio da Assembleia de Especialistas — órgão responsável pela escolha do líder supremo — figurou entre os alvos de um bombardeio na terça-feira 3, evidenciando o cerco total à cúpula do regime iraniano.
Dissuasão e ameaça de invasão por terra
A estratégia de Donald Trump para o país persa envolve incentivar a população a se insurgir contra as estruturas remanescentes da República Islâmica. Apesar da eliminação das principais autoridades políticas e religiosas, o regime ainda mantém focos de resistência armada. Diante desse impasse, o presidente norte-americano elevou o tom da retórica militar ao admitir a possibilidade de enviar tropas terrestres. O republicano condiciona essa incursão à dizimação total das defesas iranianas, garantindo que o Exército dos EUA só entraria em solo inimigo sob uma “razão muito boa”.
O controle do arsenal atômico de Teerã tornou-se a prioridade central da Casa Branca nesta fase da guerra. Donald Trump destacou que a garantia dos estoques de urânio enriquecido justifica uma futura operação terrestre, embora sustente que o plano imediato ainda priorize ataques aéreos e pressão diplomática. Enquanto assessores de segurança insistem em que todas as opções permanecem sobre a mesa, o descontentamento presidencial com o novo líder em Teerã sugere que os Estados Unidos buscam desmantelar por completo a linhagem sucessória iniciada na revolução de 1979.
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