Uma operação do FBI realizada na manhã desta quarta-feira, 14, teve como alvo a residência da jornalista Hannah Natanson, do jornal The Washington Post, localizada na Virgínia. A ação tinha como objetivo buscar documentos considerados confidenciais.
Os agentes federais chegaram à casa de Natanson com um mandado de busca e apreenderam diversos itens, incluindo um telefone celular, dois notebooks – sendo um de uso profissional fornecido pelo Washington Post – e um relógio da marca Garmin, segundo o canal ABC Chicago.
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Pelas redes sociais, a procuradora-geral Pamela Bondi disse que o Pentágono solicitou a ação.
Bondi acrescentou ter orgulho de atuar em conjunto com o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, nessa iniciativa, enfatizando que a administração Trump não permitirá vazamentos ilegais de informações classificadas que possam colocar em perigo a segurança nacional e os militares do país.
Relação com investigação sobre vazamento
De acordo com informações dadas à repórter pelos agentes, a investigação está relacionada a Aurelio Perez-Lugones, que atuava como contratado do governo.
Um tribunal federal em Maryland acusou oficialmente Perez-Lugones na semana passada por suposta posse não autorizada de informações de defesa nacional.
Os investigadores deixaram claro para Natanson que ela não é alvo da investigação em curso. Ela atua na cobertura de temas ligados ao setor federal.
Diretor do FBI confirmou a operação
O diretor do FBI, Kash Patel, declarou em rede social que o FBI “executou um mandado de busca de um indivíduo no Washington Post que supostamente estava obtendo e reportando informações militares classificadas e sensíveis de um contratado do governo, colocando em risco os combatentes e comprometendo a segurança nacional dos Estados Unidos”.
Regras para investigações envolvendo a imprensa
O Departamento de Justiça possui diretrizes internas para tratar casos de vazamentos envolvendo a imprensa, que foram revisadas em diferentes ocasiões.
Em abril, Pam Bondi estabeleceu novas regras devolvendo aos promotores o poder de solicitar intimações, decisões judiciais e mandados de busca para investigar servidores que façam “divulgações não autorizadas” a jornalistas.
Essas alterações revogaram uma política implementada durante o governo Biden, que protegia jornalistas contra a apreensão sigilosa de registros telefônicos em processos de vazamento de informações.
Leia também: “Pax Trumpiana”, coluna de Carlo Cauti publicada na Edição 292 da Revista Oeste






































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