Um tribunal da Coreia do Sul condenou o ex-presidente Yoon Suk Yeol à prisão perpétua nesta quinta-feira, 19. A Corte o considerou culpado de liderar uma insurreição ao tentar impor lei marcial em dezembro de 2024. Os promotores pediram pena de morte.
A sentença afirma que Yoon liderou funcionários e militares em atividades criminosas em 3 de dezembro de 2024. Segundo o tribunal, “por causa da declaração de lei marcial, um enorme custo social foi gerado”.
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A decisão é a mais relevante contra o ex-líder, destituído do cargo. A iniciativa dele provocou uma crise política no país. Segundo o juiz Jee Kui-youn, Yoon conspirou com o então ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, para subverter a ordem constitucional e enviou tropas ao Legislativo para paralisar suas funções.
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“É o entendimento do tribunal que o envio de tropas armadas ao Parlamento e o uso de equipamentos para tentar realizar prisões constituem atos de insurreição”, declarou o juiz.
Yoon não reagiu durante a leitura da decisão. Além dele, outros sete réus foram condenados. Já Yong-hyun recebeu 30 anos de prisão.
A lei sul-coreana prevê morte ou prisão perpétua para quem lidera insurreição. Apesar disso, o país não executa condenados desde 1997.
Defesa de ex-presidente da Coreia do Sul anuncia recurso
A defesa do ex-presidente informou que pedirá recurso. O advogado Yoon Kab-keun disse que a decisão ignorou o princípio de basear conclusões em evidências. Já o advogado de Yong-hyun afirmou que o ex-ministro “certamente recorrerá”.
Yoon negou as acusações. Ele afirmou que tinha autoridade presidencial para decretar lei marcial e que pretendia alertar sobre a obstrução do governo por partidos de oposição. Ele deve permanecer no Centro de Detenção de Seul. O ex-presidente pode recorrer ao Tribunal de Apelação e à Suprema Corte.
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Além dessa sentença, Yoon responde a oito processos e já recorre de uma pena de cinco anos de janeiro, em caso separado.






































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