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EUA lançam ataque de retaliação ao Estado Islâmico na Síria

Grupo terrorista matou três norte-americanos no último sábado

Estado Islâmico líder
Terrorista do Estado Islâmico exibe a bandeira do do grupo | Foto: Reprodução/Wikipédia

Os Estados Unidos lançaram, nesta sexta-feira, 19, ataques militares contra combatentes e instalações do Estado Islâmico na Síria, em retaliação a uma emboscada que matou dois militares norte-americanos e um intérprete civil dos EUA no último sábado, 13.

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Em publicação nas redes sociais, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou que “isso não é o começo de uma guerra, é uma declaração de vingança” e que os EUA, “sob a liderança do presidente Trump, nunca hesitarão e nunca recuarão para defender nosso povo”.

A ofensiva atingiu cerca de 70 alvos em áreas do centro da Síria com infraestrutura e armamentos do grupo terrorista. O Comando Central dos EUA informou que aviões, helicópteros e artilharia utilizados no ataque empregaram mais de 100 munições de precisão contra alvos em território sírio.

Donald Trump, presidente dos EUA, durante entrevista à CBS - 02/11/2025 | Foto: Reprodução
Donald Trump, presidente dos EUA | Foto: Reprodução/CBS

Promessa de retaliação e apoio do governo sírio

Trump havia prometido uma “retaliação muito séria” depois do ataque ocorrido no deserto sírio, atribuído ao Estado Islâmico. Em discurso na Carolina do Norte, na noite desta sexta-feira, Trump classificou a ação militar como um “ataque massivo” que eliminou “os bandidos do Isis na Síria que estavam tentando se reagrupar”. Em postagem anterior, ele reiterou apoio ao presidente sírio Ahmad al-Sharaa e afirmou que o líder estava “totalmente favorável” ao esforço dos EUA.

Trump também fez um alerta direto ao grupo terrorista: “Todos os terroristas que forem maus o suficiente para atacar norte-americanos ficam avisados — vocês serão atingidos com mais força do que já foram atingidos antes se, de qualquer forma, atacarem ou ameaçarem os EUA”.

O Ministério das Relações Exteriores da Síria declarou que o ataque da semana passada “ressalta a necessidade urgente de fortalecer a cooperação internacional para combater o terrorismo em todas as suas formas” e afirmou que o país está comprometido “em combater o Isis e garantir que ele não tenha refúgios seguros em território sírio”. A televisão estatal síria informou que os bombardeios tiveram como alvo “depósitos de armas e quartéis usados pelo Isis como pontos de lançamento de suas operações na região”.

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Ataque do Estado Islâmico matou militares e intérprete

O ataque que motivou a ofensiva ocorreu no sábado, 13, em Palmira, no centro da Síria. Três cidadãos norte-americanos, sendo dois militares e um civil, foram mortos por um único atirador do Estado Islâmico, segundo o Comando Central dos EUA. “O atirador foi confrontado e morto”, informou o comando militar em comunicado oficial. Outros três militares ficaram feridos e foram retirados por helicópteros. O episódio provocou a interrupção temporária do tráfego na rodovia entre Deir Ezzor e Damasco.

As vítimas foram identificadas como os sargentos Edgar Brian Torres-Tovar e William Nathaniel Howard, bem como Ayad Mansoor Sakat, intérprete civil a serviço dos EUA. O tiroteio também feriu integrantes das forças de segurança sírias. Segundo o porta-voz do Ministério do Interior sírio, Nour al-Din al-Baba, o agressor havia ingressado recentemente nas forças de segurança internas e foi realocado por suspeita de ligação com o Estado Islâmico antes de abrir fogo durante uma reunião entre autoridades sírias e norte-americanas.

Desde outubro, de acordo com o Comando Central dos EUA, forças norte-americanas “aconselharam, assistiram e viabilizaram” mais de 20 operações contra o Estado Islâmico na Síria, que resultaram na morte de cinco integrantes do grupo e na captura de quase 20 suspeitos.

Leia também: “A América sempre reage”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 242 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Refletindo internamente
    Refletindo internamente

    Quando vai se iniciar a operacao vingança no Brasil pelos presos do 8 de janeiro? Um missel de precisão igual ao que caiu numa base do ISIS bem que podia dar pau no GPS e sem querer explodir o STF

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