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Trump homenageia soldados e intérprete mortos em ataque na Síria

Presidente participa de cerimônia em respeito a vítimas de possível grupo terrorista

Trump (ao fundo) presta continência durante homenagem a soldados mortos na Síria | Foto: Reprodução/X
Trump (ao fundo) presta continência durante homenagem a soldados mortos na Síria | Foto: Reprodução/X

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prestou homenagem nesta quarta-feira, 17, a dois integrantes da Guarda Nacional de Iowa e a um intérprete civil norte-americano. Eles foram mortos em um ataque que ocorreu neste sábado, 13, no deserto da Síria. A cerimônia foi na Base Aérea de Dover, em Delaware, marco oficial do retorno ao país de cidadãos mortos em serviço no exterior.

Antes do ato público, Trump se reuniu de forma reservada principalmente com os familiares das vítimas. Em seguida, acompanhou o ritual militar solene na pista da base, ao lado de autoridades civis e de altos comandos das Forças Armadas. Os soldados mortos são os sargentos do Exército Edgar Brian Torres-Tovar, de 25 anos, e William Nathaniel Howard, de 29. Ambos integravam o 1º Esquadrão do 113º Regimento de Cavalaria.

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Trump: atenção ao terrorismo

As famílias acompanharam a chegada em Dover ao lado da governadora de Iowa, Kim Reynolds, de integrantes da bancada do estado no Congresso, assim como de lideranças da Guarda Nacional, reforçando o caráter oficial e simbólico da homenagem.

Também morreu no ataque Ayad Mansoor Sakat, de 54 anos, morador de Macomb, no Michigan, que atuava como intérprete civil a serviço das forças dos EUA. Outros três integrantes da Guarda Nacional de Iowa ficaram feridos. O Pentágono informou que eles estão fora de risco, mas não divulgou suas identidades.

Leia também: “A foto do regime”, artigo de Ana Paula Henkel publicada na Edição 300 da Revista Oeste

As vítimas faziam parte do contingente de centenas de militares dos Estados Unidos destacados no leste e no centro da Síria. A presença norte-americana no país ocorre no contexto da coalizão internacional criada para combater o grupo Estado Islâmico. Os terroristas perderam o controle formal de territórios, mas mantêm células armadas ativas, sobretudo em áreas desérticas e de difícil acesso.

A Síria segue instável política e militarmente depois de mais de uma década de guerra civil. O território abriga forças do governo sírio, milícias apoiadas por potências regionais, tropas estrangeiras e grupos extremistas, o que torna a região altamente volátil. Ataques esporádicos contra posições da coalizão continuam a ocorrer, mesmo após a derrota territorial do Estado Islâmico.

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