A QatarEnergy, empresa petrolífera estatal do país, anunciou a suspensão total da produção de gás natural liquefeito (GNL) e de produtos associados depois de ataques militares ao complexo industrial de Ras Laffan.
Segundo comunicado oficial, drones atingiram um reservatório de água em uma usina elétrica em Mesaieed e uma instalação de energia em Ras Laffan. Não há registro de vítimas.
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O Catar é um dos maiores produtores globais de gás. Petróleo e gás respondem por mais de 50% do PIB do país, 85% das exportações e 70% da receita do governo.
Impacto no mercado global de gás natural

O Catar exportou 82,2 milhões de toneladas de GNL em 2025. Mais de quatro quintos do volume foram destinados à Ásia, com a China como principal compradora, seguida pela Índia.
Cerca de 20% das exportações globais de GNL passam pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica da região. A paralisação amplia o risco de desorganização no mercado internacional de energia.
Na Europa, o preço do gás chegou a subir até 25%, diante da dependência do continente por importações de GNL para recompor estoques após o inverno.
Conflito eleva risco sistêmico
A ampliação do conflito no Oriente Médio ocorre em cenário já pressionado desde 2022, quando a guerra na Ucrânia alterou o fluxo global de energia.
Com o tráfego comercial praticamente interrompido no Estreito de Ormuz, produtores da região enfrentam risco crescente de cortes na produção caso as exportações não sejam retomadas.
A QatarEnergy tem até o momento produção paralisada em Ras Laffan, enquanto avalia os impactos operacionais dos ataques.
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