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EUA e aliados respaldam presidente da Bolívia, Rodrigo Paz

Em documento oficial, Departamento de Estado norte-americano destacou compromisso com a democracia boliviana

À esquerda, o presidente dos EUA, Donald Trump; à direita, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz | Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons
À esquerda, o presidente dos EUA, Donald Trump; à direita, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz | Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons

Depois de mais de um mês de manifestações e bloqueios nas estradas da Bolívia, na sexta-feira 5, autoridades internacionais se manifestaram em apoio ao presidente boliviano Rodrigo Paz. O movimento, que ganhou força no país, pede a saída do chefe do Executivo, eleito em outubro de 2025.

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou um documento oficial em que reconhece o governo de Paz e destaca o compromisso com a democracia boliviana. O texto recebeu a assinatura de países do chamado Escudo das Américas, incluindo Argentina, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Trinidad e Tobago e da própria Bolívia.

Resposta oficial e contexto dos protestos na Bolívia

Presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, discursa para a população | Foto: Reprodução/Instagram

Em resposta, o Ministério de Relações Exteriores da Bolívia agradeceu publicamente o respaldo internacional. A chancelaria afirmou, na rede social X, que “reafirma o valor inegociável da democracia e da estabilidade institucional em nossa região”.

No país, a sexta-feira 5 marcou o 36º dia consecutivo de protestos contra Paz. Os manifestantes, insatisfeitos com a crise econômica, organizaram mais de 80 bloqueios em rodovias e vários líderes do movimento foram presos. A população responsabiliza o governo pela pior recessão em décadas.

Leia também: “O desafio a Trump”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 325 da Revista Oeste

O descontentamento se intensificou depois do fim dos subsídios aos combustíveis, medida que gerou alta nos preços da gasolina e contribuiu para a inflação e o desabastecimento. Longas filas para produtos essenciais e pressão por reajustes salariais imediatos agravaram a situação social.

Outra fonte de tensão foi a reforma agrária, que alterou a classificação de pequenas propriedades rurais, de modo a mobilizar comunidades camponesas e indígenas. Sindicatos, mineiros, professores e produtores rurais aderiram aos protestos, obstruíram as principais estradas e exigiram respostas do governo.

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1 comentário
  1. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    O cocaleiro está por trás das manifestações. Quer ganhar pela ignorância da população,quase toda subsidiada por $ público.

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