O espólio do financista Jeffrey Epstein concordou em pagar até US$ 35 milhões (cerca de R$ 182 milhões) para encerrar uma ação coletiva. O processo acusava dois assessores do milionário, morto em 2019, de cumplicidade no tráfico sexual de mulheres e adolescentes.
O escritório Boies Schiller Flexner, que representa as vítimas, divulgou o documento judicial. A banca informou o acordo em um breve comunicado sobre o processo, aberto em um tribunal federal em Manhattan, nos Estados Unidos.
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Os alvos da ação de 2024 são o ex-advogado pessoal de Epstein Darren Indyke e o ex-contador Richard Kahn. Os dois atuam como coexecutores do espólio, criado depois da morte do financista.
O Boies Schiller Flexner também auxiliou vítimas a firmarem acordos que somam US$ 365 milhões (cerca de R$ 1,9 bilhão) com o JPMorgan Chase e o Deutsche Bank. As instituições foram acusadas de ignorar sinais de alerta sobre Epstein, um cliente lucrativo.
Espólio de Epstein diz que acordo encerra disputas
O advogado dos assessores, Daniel H. Weiner, afirmou que nenhum deles admitiu ou reconheceu conduta imprópria no acordo. Segundo ele, a medida oferece “uma via confidencial para alívio financeiro” às vítimas que ainda não resolveram suas reivindicações contra o espólio.
“Como não fizeram nada de errado, os coexecutores estavam preparados para lutar contra as acusações até o julgamento, mas concordaram em mediar e resolver este processo para chegar a uma conclusão definitiva em relação a quaisquer reivindicações potenciais contra o espólio de Epstein”, Daniel H. Weiner, advogado dos assessores de Epstein.
O escritório que representa as vítimas apontou, na ação de 2024, a suposta cumplicidade dos assessores. Segundo o processo, eles ajudaram Epstein a criar uma rede de empresas e contas bancárias para ocultar abusos e pagar vítimas e recrutadores, deixando-os “ricamente recompensados” por seu trabalho.





































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