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Musk promete US$ 1 mi para financiar murais em homenagem à ucraniana assassinada nos EUA

Iniciativa prevê pinturas em memória de Iryna Zarutska, assassinada em um trem em Charlotte; caso reacendeu debate sobre segurança pública

Iryna Zarutska
Iryna Zarutska, refugiada ucraniana de 23 anos morta em um ataque a faca dentro de um trem nos EUA | Foto: Reprodução/ Redes sociais

O bilionário Elon Musk anunciou, nesta quarta-feira, 10, a doação de US$ 1 milhão para financiar murais em homenagem a Iryna Zarutska, refugiada ucraniana de 23 anos morta em um ataque a faca dentro de um trem em Charlotte, no Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

O anúncio de Musk ocorreu no X, em resposta à publicação do empresário Eoghan McCabe, fundador e CEO do Intercom. No post, este afirmou que vai doar US$ 500 mil em subsídios de US$ 10 mil para pintar murais do rosto de Iryna em locais importantes de cidades dos EUA. “Se você gostaria de contribuir para este fundo, entre em contato com Katie também”, escreveu McCabe.

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Iryna foi assassinada em 22 de agosto quando viajava na linha Lynx Blue Line. Imagens de segurança mostram Decarlos Dejuan Brown Jr., de 34 anos, sentado atrás dela antes de cortá-la no pescoço com uma faca. Passageiros correram em pânico, enquanto a jovem caiu no chão. Brown foi preso no local e acusado de homicídio em primeiro grau.

Familiares disseram que a jovem havia fugido da invasão russa da Ucrânia em busca de uma vida segura nos Estados Unidos. O caso provocou indignação nacional.

Assassino de ucraniana acumulava 14 processos anteriores

Registros judiciais revelam que Brown acumulava 14 processos anteriores no condado de Mecklenburg, na Carolina do Norte. Além disso, ele já havia cumprido pena de cinco anos por assalto à mão armada. Documentos mostram ainda que médicos diagnosticaram esquizofrenia e que a mãe tentou interná-lo compulsoriamente no início do ano.

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Em janeiro, Brown foi alvo de prisão depois de ligar diversas vezes para o 911 e dizer que estava sofrendo perseguição. Um juiz o liberou sem fiança, decisão que agora está sob revisão. Nesta semana, promotores federais também o denunciaram por “ato que resultou em morte em sistema de transporte público”, crime que pode levar à prisão perpétua ou à pena de morte.

Trump defendeu prisão

O presidente dos EUA, Donald Trump, prestou condolências à família da vítima e chamou o suspeito de “louco”. Em discurso em Washington, criticou a Justiça local e afirmou: “Criminosos como esse precisam estar presos”.

Leia também: “Trump promete endurecer combate ao crime, depois de morte de refugiada”

O secretário de Transportes, Sean Duffy, também criticou as autoridades de Charlotte, afirmando que a cidade “falhou com Iryna Zarutska e com os moradores da Carolina do Norte”. Por outro lado, a divulgação das imagens do crime pela companhia de transporte Cats intensificou as cobranças por maior segurança nos trens.

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