A Argentina registrou, entre janeiro e novembro de 2025, o pior saldo de turistas internacionais já visto no país. O balanço leva em consideração o número de residentes que fizeram viagens ao exterior, subtraído do número de turistas não residentes que visitaram o país no mesmo período.
Segundo dados do Indec, órgão oficial de estatísticas do país, ao longo destes 11 meses, a Argentina teve um saldo negativo de 6,4 milhões de turistas. Esse valor é significativo porque deixa de fora o mês de dezembro, historicamente desfavorável para a balança turística argentina.
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O déficit registrado entre janeiro e novembro de 2025 já superou o observado em todo o ano de 2017, e ficou muito próximo de 2018, pior ano da série histórica até aqui. O acréscimo dos dados referentes ao mês de dezembro deve fazer deste o ano mais deficitário da história do turismo argentino.
Nesta mesma semana, o Indec anunciou a decisão de cortar o financiamento dos levantamentos mais importantes para o turismo da Argentina. Assim, a partir de 1º de janeiro, a Pesquisa de Turismo Internacional (ETI) e a Pesquisa de Ocupação Hoteleira (EOH), essenciais para o setor, dependerão totalmente de recursos privados.
Brasil recebe grande volume de turistas da Argentina
O câmbio mais favorável vivenciado pelos argentinos impulsionou o turismo para fora do país, e o Brasil é maior beneficiário regional deste fenômeno.
Segundo dados do Ministério do Turismo, mais de 9 milhões de visitantes estrangeiros vieram ao Brasil entre janeiro e novembro de 2025. Deste total, 3,1 milhões vieram da Argentina, um aumento de 82,1%, em comparação com o mesmo período em 2024.
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Apesar do déficit, o turismo externo ainda representa uma parte relevante da economia argentina, sendo responsável por 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse porcentual é ainda maior para setores com envolvimento direto em atividades turísticas, como hotelaria, transporte, gastronomia e serviços culturais.
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