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Defesa busca adiar julgamento do acusado de matar Charlie Kirk

Tyler Robinson é suspeito de ser o autor do disparo que matou Kirk, em um evento na Utah Valley University, no dia 10 de setembro

Tyler Robinson, de 22 anos, foi preso em sua cidade natal 33 horas depois do crime | Foto: Reprodução

Questões relacionadas ao cronograma da acusação podem representar o ponto vulnerável do processo contra Tyler Robinson, acusado de assassinar Charlie Kirk. Segundo a advogada criminalista Skye Lazaro, a defesa deverá explorar essas fragilidades.

Em entrevista ao jornal Fox News Digital, nesta sexta-feira, 3, a advogada afirmou que a defesa tende a prolongar a fase de acesso às provas por até um ano, adiando a data da audiência preliminar.

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Skye Lazaro afirmou que ainda há muitas informações desconhecidas no caso.

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A defesa, que iniciou a fase de obtenção de provas em 29 de setembro, já conseguiu adiar em um mês a audiência de renúncia – quando o réu abre mão de algum direito legal.

Os promotores apresentaram mensagens de texto entre Robinson e Lance Twiggs, seu parceiro, nas quais ele assumiria o crime, mas sem registrar horários nas conversas.

Kirk, fundador do grupo conservador Turning Point USA e pai de dois filhos, morreu depois de um atirador disparar contra ele às 12h20 de 10 de setembro, enquanto discursava em um evento na Utah Valley University. O movimento criado por ele ganhou destaque nacional e mobilizou o apoio jovem ao Partido Republicano.

Desafios para a acusação

Robinson, de 22 anos, foi preso em sua cidade natal 33 horas depois do crime. Antes disso, teria retornado ao local onde o homicídio ocorreu. A polícia encontrou a arma do crime no local. Porém, segue indefinido o momento em que um oficial abordou Robinson nas proximidades.

“Se o cronograma não fizer sentido, isso pode ser ruim para a acusação”, explicou Lazaro ao Fox News. “O acusado teria informado ao policial que buscava um objeto esquecido perto de um estacionamento, local próximo de onde a arma foi achada. Como muitos fugiram deixando pertences depois do disparo, a atitude não levantou suspeitas na hora.”

O policial realizou uma consulta de rotina na placa do carro de Robinson, e as autoridades só ligaram essa abordagem ao caso quando ele já era suspeito.

Lazaro destacou que, caso a câmera corporal do policial não tenha captado a abordagem, a defesa pode explorar essa brecha para questionar a investigação.

Estratégia da defesa

A advogada ainda pontuou que detalhes adicionais das mensagens podem prejudicar a defesa.

Segundo a advogada, a equipe de defesa deve dedicar tempo à análise técnica dos dados para montar uma linha temporal consistente.

O próprio Twiggs, parceiro de Robinson, está colaborando com a investigação, mas a defesa buscará enfraquecer os argumentos do Ministério Público.

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Lazaro argumentou que rumores e teorias da conspiração sobre mensagens forjadas ou provas plantadas só seriam úteis caso a defesa conseguisse comprovar tais alegações. “Você tende a perder credibilidade se não conseguir provar”, disse.

Os autos do processo não apresentam elementos que isentem Robinson, segundo Lazaro. Portanto, a defesa buscará provas favoráveis durante a fase de acesso aos documentos ou por meio do depoimento de testemunhas em audiência preliminar, cuja data permanece indefinida.

Expectativas para o julgamento

Robinson ainda não apresentou resposta à acusação. Na audiência de 29 de setembro, a Justiça autorizou que dois advogados da Califórnia, Michael Burt e Richard Novak, atuem em conjunto com a defensora pública de Utah, Kathy Nester.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos ainda não apresentou acusações federais, mas essa possibilidade não está descartada.

Nester solicitou mais prazo ao tribunal para decidir se Robinson exigirá a audiência preliminar, etapa em que a acusação precisa demonstrar indícios suficientes para prosseguir com o processo.

Embora seja improvável que a defesa consiga encerrar o caso nessa fase, a audiência permite avaliar o desempenho das testemunhas sob pressão.

Leia também: “O Efeito Charlie”, artigo de Ana Paula Henkel, publicado na Edição 288 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    O criminoso não adiou a morte de Kirk, não pensou em suas filhas e esposa. E em milhões de pessoas que acreditavam em suas ações e palavras. O criminoso não ponderou ao atirar com uma arma letal em um ser humano. Pra que prorrogar a definição e condenação de ser abjeto?

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