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Blogueira extremista procurou bruxas para amaldiçoar Charlie Kirk

Editores do site Jezebel derrubaram a postagem, mas afirmaram que ela era uma 'sátira'

charlie kirk - radicalismo
Charlie Kirk, em evento universitário nos EUA; ativista conservador norite-americano foi assassinado em 10 de setembro | Foto: Reprodução/Instagram/@charliekirk1776

Dois dias antes do assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, o site Jezebel, conhecido por seus textos de posicionamento esquerdista, divulgou que contratou bruxas para lançar feitiços contra o norte-americano.

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A autora Claire Guinan detalhou a iniciativa em um post publicado em 8 de setembro, e a equipe do site removeu-o posteriormente. No texto, Guinan criticava a atuação de Kirk entre jovens e ironizava sua aparência. Além disso, justificou a maldição com a afirmação de que o ativista presumia que “toda mulher liberal e com formação universitária é uma bruxa feminista determinada a destruir a civilização”.

Feitiços e rituais contra Charlie Kirk

Guinan afirmou que, se Charlie Kirk buscava uma vilã, ela estaria disposta a ser “a bruxa velha de seus pesadelos”. Apesar de negar intenções maléficas, a autora explicou que desejava apenas pequenos infortúnios para Kirk, como que ele acordasse toda manhã com “uma espinha inexplicável”. Dentre outras coisas, também desejou que seu microfone quebrasse. Ela acrescentou: “Estragar o dia dele com o poder feminista coletivo das bruxas seria a maior alegria da minha vida”.

No relato, Guinan revelou ter contratado três bruxas on-line para lançar feitiços, incluindo um ritual para “fazer com que todos o odeiem” e outro considerado um “poderoso feitiço de prejuízos e má sorte”.

Uma das bruxas, inclusive, teria enviado a ela uma foto de Kirk enquanto era queimada como prova do encantamento. Na semana seguinte, a blogueira disse ter notado efeitos, como uma petição de alunos da Universidade do Estado de Utah para barrar Kirk em um evento

Reação editorial e esclarecimentos

Depois da polêmica, os editores do Jezebel divulgaram uma nota em que esclarecem que o texto surgiu de forma “humorística” e que ele deveria ser lido como sátira. Eles afirmaram: “Estava completamente claro que nunca desejamos nenhum dano físico [ao ativista]”, segundo a publicação. Os editores explicaram que removeram o post “por excesso de cautela” e “para evitar que o artigo fosse usado de forma errada em um ambiente de tensão e volatilidade”.

Os editores reforçaram que não houve alteração na linha editorial e que o texto poderá ser republicado futuramente. Segundo a nota, “por compaixão pela família”, a prioridade da publicação agora é o “fim da violência”.

Trajetória e posicionamento do Jezebel

Em 2007, a editora Anna Holmes criou o Jezebel, como uma alternativa às revistas femininas tradicionais. Sua proposta principal era trazer uma abordagem crítica e sarcástica sobre temas ligados ao feminismo. Saiu do ar em 2023, depois de uma mudança de gestão, mas retornou pouco depois.

Nesse período, Holmes explicou à revista The New Yorker que o site buscava transformar assuntos sérios em algo ‘mais divertido e pessoal’.” A jornalista também queria proporcionar às mulheres “um modelo de pensamento crítico sobre gênero e raça”.

Leia também: “A intolerância nas universidades“, texto de Ubiratan Jorge Iorio na Edição 289 da Revista Oeste

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