O governo de Cuba anunciou, na última quinta-feira, 12, que irá libertar, nos próximos dias, 51 pessoas condenadas à prisão. A decisão foi tomadas depois que o ministro das Relações Exteriores do país comunista, Bruno Rodríguez Parrilla, se reuniu com autoridades do Vaticano.
“Em espírito de boa vontade e considerando as estreitas e fluidas relações entre o Estado cubano e o Vaticano, com os quais se mantém historicamente um diálogo sobre a revisão e a libertação de presos”, diz o comunicado cubano. “O governo cubano decidiu libertar 51 pessoas condenadas à prisão nos próximos dias. Todas cumpriram uma parte significativa de suas penas e mantiveram boa conduta na prisão.”
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De acordo com o Ministério das Relações Exteriores de Cuba, esta decisão é uma prática comum ao sistema de justiça criminal do país e “tem caracterizado a trajetória humanitária da Revolução, que desta vez coincide com a aproximação das celebrações religiosas da Semana Santa”.
Depois de encontrar o papa Leão XIV, em 28 de fevereiro, Parrilla afirmou ser “profundamente grato a sua santidade Leão XIV pela honra de ter me recebido em audiência como enviado especial do presidente da República de Cuba”.
Situação econômica de Cuba
Em meio a uma aguda crise econômica, o líder cubano, Miguel Díaz-Canel, anunciou, nesta sexta-feira, 13, que autoridades locais iniciaram negociações com o governo dos Estados Unidos.
Díaz-Canel, em um vídeo exibido na televisão estatal, disse que “essas negociações visam a encontrar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais entre as duas nações”.
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Apesar disso, os EUA não têm se mostrado tão dispostos a negociar. Na segunda-feira 9, o presidente Donald Trump ameaçou tomar controle do país caribenho de qualquer maneira.
“Pode ser uma tomada de controle amigável, pode não ser uma tomada de controle amigável”, disse o presidente norte-americano.
Trump destaca que “não importa, porque eles estão realmente no fim, como dizem”. “Eles não têm energia, eles não têm dinheiro”, prosseguiu o chefe da Casa Branca. “Eles estão com grandes problemas a nível humanitário.”
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