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Trump prevê 'tomada amigável de Cuba'

Na quarta-feira 25, um representante da ONU ressaltou que a situação cotidiana na ilha se tornou 'frágil'

Trump x irã
Trump também afirmou a jornalistas que o governo cubano 'está conversando' com os EUA. | Foto: Reprodução/ Redes sociais

Em meio à intensificação das restrições impostas à ditadura cubana, o presidente Donald Trump sugeriu, nesta sexta-feira, 27, que os Estados Unidos poderiam realizar uma “tomada amigável” da ilha, ampliando as pressões sobre o regime comunista de Havana.

Trump afirmou a jornalistas que o governo cubano “está conversando” com os EUA.

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“Eles estão com muitos problemas, como vocês sabem”, destacou Trump. “Eles não têm dinheiro, não têm nada agora. Talvez façamos uma tomada amigável de Cuba. Podemos muito bem acabar tendo uma tomada amigável de Cuba.”

No fim de janeiro, Trump determinou um bloqueio de combustíveis por meio de ordem executiva, com o objetivo de enfraquecer o regime, cuja dependência de importações de energia e alimentos é significativa.

Situação crítica em Cuba

Na quarta-feira 25, o principal representante da ONU para Cuba ressaltou que a situação cotidiana na ilha se tornou “frágil”, destacando desafios crescentes nos serviços de saúde, abastecimento de água e distribuição de alimentos.

Autoridades norte-americanas mantiveram encontro nesta quinta-feira 26, com Raúl Guillermo Rodriguez Castro, neto do ex-ditador Raúl Castro, de 94 anos, considerado o líder de fato do regime, durante uma conferência no Caribe com a presença do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Leia também: “O Discurso e a República”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 311 da Revista Oeste

Rodriguez Castro atua como segurança do avô e supervisiona o conglomerado militar Gaesa, que domina grande parte da economia cubana.

Segundo o jornal Miami Herald, em 2024, a Gaesa possuía ativos de cerca de US$ 18 bilhões em bancos não identificados.

Diante do bloqueio de combustíveis, o regime cubano adotou medidas emergenciais, e estima-se que restem entre seis e sete semanas de reservas antes do risco de um apagão em larga escala.

Tensões

As declarações de Trump ocorrem logo depois de um confronto, na quarta-feira 25, entre a guarda costeira cubana e um grupo de cidadãos e residentes permanentes dos EUA que deixou pelo menos quatro mortos. Outros ocupantes foram feridos, detidos e acusados de “terrorismo”.

Ambos os governos divulgaram comunicados para reduzir as tensões, ressaltando o esforço conjunto na apuração do que as autoridades cubanas classificaram como “eventos lamentáveis”.

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