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Covid-19: revacinação pode ser dispensável, diz médico sanitarista

Suíço Didier Pittet acredita que ‘esse vírus vai a um certo momento começar a se extinguir’

terceira dose da vacina
Segundo a conclusão da Polícia Federal, falsa enfermeira usou soro para enganar empresários que tentavam furar a fila da vacinação | Foto: Vesna Harni/Pixabay

O médico sanitarista suíço Didier Pittet disse que “se julgar pelos dados científicos atuais, uma revacinação anual contra a covid-19 poderá não ser necessária”. Ele falou ao jornal Valor Econômico neste domingo, 17. “Com relação ao coronavírus, não podemos saber ainda hoje se ele continuará a sofrer mutação ou fazer novas variantes. Parece que provavelmente não”.

Pittet explicou que uma vez que a população esteja suficientemente imunizada, o vírus vai circular menos e terá uma possibilidade menor de fazer novas variantes.

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“Temos a impressão [com base nos dados científicos] de que esse vírus vai a um certo momento começar a se extinguir um pouco. Isso não quer dizer que ele vai desaparecer, e sim que vai provavelmente fazer parte da família de coronavírus com a qual vivemos há centenas de anos, sem necessidade de vacinação cada ano”.

“Por outro lado, é possível que ele seja responsável por pequenas infecções, as mesmas pequenas infecções respiratórias que temos com quatro outras famílias de coronavírus com as quais vivemos há centenas de anos”, explicou.

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Sobre a vacinação, o médico sanitarista disse que a terceira dose deve ser priorizada na população mais vulnerável, caso existam vacinas disponíveis.

“Com as duas primeiras doses consegue-se rapidamente uma melhor cobertura em termos de imunidade global. Se eu tiver que escolher entre dar as duas primeiras doses e guardar a terceira, porque não tenho vacinas suficientes, é assim que eu decidiria. Mas, se eu tiver doses suficientes daria prioridade aos mais idosos, aos mais doentes”.

Em relação a volta ao “normal”, ele acredita que na Europa, pelo menos, a partir do próximo verão — em julho de 2022 — “poderemos ter grandes concertos, com muita gente, mas com precaução. Depois, e com mais pessoas vacinadas, vamos esperar até outubro uma vida quase normal”, concluiu.

Pittet se tornou famoso mundialmente como criador e na origem da democratização do uso do álcool em gel contra infecções nos hospitais.

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