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Companhias aéreas tentam retomar voos em meio ao conflito no Oriente Médio

Desvios de rotas e alta no preço dos combustíveis expõem impacto da guerra no transporte internacional

Avião da Qatar Airways voando no céu
Avião da Qatar Airways | Foto: Divulgação/Instagram

O setor aéreo vive dias de tensão máxima no Oriente Médio. Apesar da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, as companhias dos Emirados Árabes Unidos se esforçam para retomar operações em cidades estratégicas nesta sexta-feira, 6.

A instabilidade geográfica dita o ritmo das operações. Como resultado, a normalização esbarra no fechamento da maioria dos espaços aéreos da região devido ao risco iminente de ataques com drones e mísseis.

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Nesta quinta-feira, 5, um voo de repatriação da Air France, fretado pelo governo francês, foi forçado a retornar ao aeroporto de origem em razão de disparos de mísseis nas proximidades da rota.

O ministro dos Transportes da França, Philippe Tabarot, classificou o episódio como um reflexo da complexidade extrema para retirar cidadãos da zona de conflito.

Ao mesmo tempo, outras nações também enfrentam obstáculos logísticos. No Reino Unido, o primeiro voo procedente de Omã pousou em Londres nesta sexta-feira, depois de sucessivos atrasos operacionais.

Na Polônia, militares concluíram o transporte do primeiro grupo de cidadãos poloneses. Já Portugal aguarda a chegada a Lisboa de um voo fretado com 147 passageiros, entre portugueses e estrangeiros.

Além disso, o preço dos combustíveis disparou, derrubando as ações de companhias aéreas do Japão à Nova Zelândia. Para os passageiros, o cenário é de “caos absoluto”. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, relatos de quem conseguiu deixar Omã e Dubai descrevem preços extorsivos e desorganização nos terminais.  

Companhias do Golfo concentram um terço das rotas Europa–Ásia

Os gigantes do setor tentam demonstrar resiliência, mas os números preocupam. Juntas, Emirates, Qatar Airways e Etihad transportam um terço dos passageiros entre Europa e Ásia.

Um porta-voz da Emirates afirmou que a empresa espera operar 100% da rede nos próximos dias, mas a promessa depende da segurança do espaço aéreo.

+ Leia também: “‘Cuba também vai cair’, diz Trump”

Nesta sexta-feira, por exemplo, um voo da Lufthansa que seguia para Riad, na Arábia Saudita, precisou desviar rumo ao Cairo, no Egito, por falta de segurança.

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