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COI: atletas trans vão disputar Olimpíadas na categoria do sexo biológico

A decisão do comitê, oficializada em março, passa a valer já nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028

Milano Cortina 2026 Winter Olympics - IOC Session; COI
A presidente do COI, Kirsty Coventry, durante uma sessão do COI, em Milão, Itália (22/2/2026) | Foto: Luca Bruno/Pool via Reuters

Atletas transgênero só poderão competir nas Olimpíadas na categoria correspondente ao sexo biológico, de acordo com nota divulgada nesta sexta-feira, 17, pelo do Comitê Olímpico Internacional (COI). A decisão, oficializada em março, passa a valer já nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028.

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O comunicado detalha que, a partir da nova regra, a participação na categoria feminina será permitida a quem for biologicamente do sexo feminino e não tiver utilizado testosterona ou outros andrógenos. Por sua vez, atletas trans do sexo masculino que cumprirem os critérios esportivos poderão competir entre os homens.

Critérios do COI para identificação do sexo biológico

Bandeira olímpica | Foto: Reprodução/ COI
Bandeira olímpica | Foto: Reprodução/COI

Para identificar o sexo biológico dos competidores, o COI aplicará um exame baseado na análise do gene SRY. Ele é responsável por desencadear o desenvolvimento sexual masculino. O teste ocorrerá uma única vez na carreira do atleta, usando um swab bucal, método que, segundo o Comitê, apresenta precisão superior a 99%.

No material, o COI afirma que “a decisão de março tem base em evidências científicas que afirmar que atletas biologicamente masculinos possuem vantagens anatômicas e fisiológicas sobre atletas biologicamente femininas em todos os esportes que dependem de força, potência e resistência”.

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A entidade também informou que a nova política não terá efeito retroativo. Resultados anteriores de atletas que não se enquadram nos critérios atuais permanecerão válidos. A medida diz respeito apenas a eventos organizados pelo COI, não atingindo práticas esportivas amadoras ou recreativas.

O comitê ainda esclareceu que o teste do gene SRY pode ocorrer na maioria dos países, e que atletas de nações onde há a proibição do exame, como Noruega e França, poderão realizá-lo legalmente em outro país. As diretrizes se aplicam exclusivamente a competições internacionais promovidas pelo Comitê.

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3 comentários
  1. Maria de Fátima dos Santos Silva
    Maria de Fátima dos Santos Silva

    Custou mas conseguimos, não dá para negar a Biologia, as preferências sexuais é de cada um, chega de mimimi .

  2. Antonio Carlos Cavalieri DOro
    Antonio Carlos Cavalieri DOro

    Voltamos a normalidade e, a defesa de todas as atletas verdadeiramente mulheres.
    Mas uma indagação; alguem já viu um homem trans disputar disputar na categoria masculina? Não lembro de ver alguma mulher biológica que se sente homem, querer boxear um homem de verdade, usando o portugues clássico.

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