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China blinda refinarias contra sanções dos EUA por comércio com Irã

Ditadura comunista invocou o Direito Internacional em ordem com a qual proíbe a eficácia das medidas norte-americanas

Xi Jinping China presidente
Xi Jinping, ditador da China | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O governo da China emitiu uma ordem para barrar as sanções dos EUA que afetam cinco refinarias nacionais acusadas de comprar petróleo iraniano. A decisão foi divulgada no último sábado, 2.

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O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou, em abril, medidas que impedem essas refinarias de acessarem o sistema financeiro norte-americano e determinou punições para qualquer entidade que negocie com elas.

Resposta da China às sanções dos EUA

Em resposta, o Ministério do Comércio da China emitiu ordem com a qual proíbe o cumprimento dessas sanções e argumenta que as restrições violam o Direito Internacional e prejudicam negócios legítimos com países terceiros.

No comunicado, o ministério tratou as sanções como um ataque à soberania e à segurança nacional e disse que a China visa a proteger interesses do país. “O governo chinês tem se oposto consistentemente a sanções unilaterais que não possuem autorização da ONU nem fundamento no Direito internacional”, declarou o órgão.

A medida dos EUA atinge a Hengli Petroquímica (Dalian) e outras quatro pequenas refinarias independentes, conhecidas como “refinarias de bule de chá”. Veja a lista:

  • Hengli Petroquímica (Dalian);
  • Shandong Jincheng Petrochemical Group;
  • Hebei Xinhai Chemical Group;
  • Shouguang Luqing Petrochemical; e
  • Shandong Shengxing Chemical.

O governo norte-americano afirmou, ao anunciar as sanções, que as empresas chinesas compram a maior parte do petróleo bruto do Irã, “constituindo uma fonte vital de receita para o regime iraniano e suas Forças Armadas”. “A Hengli Petrochemical (Dalian) Refinery Co., Ltd., a segunda maior refinaria de bule da China, tornou-se um dos clientes mais importantes de Teerã, ao comprar bilhões de dólares em produtos petrolíferos”, disse o Tesouro norte-americano. “Desde pelo menos 2023, a Hengli recebe cargas de petróleo iraniano de diversos navios da frota paralela sancionada.” A entrega iraniana à China teria passado de 5 milhões de barris de petróleo bruto.

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No ano anterior, a administração Trump já havia aplicado sanções às refinarias listadas, além de outras empresas do setor. A China, que adquire mais da metade de seu petróleo do Oriente Médio — com destaque para o Irã —, manteve alto volume de importações. Dados da Kpler revelam que mais de 80% do petróleo exportado pelo Irã em 2025 teve como destino o mercado chinês.

Papel estratégico das “refinarias de bule de chá”

As chamadas “refinarias de bule de chá” atuam de modo independente, com porte menor do que as grandes empresas estatais, como a Sinopec. Essas refinarias têm papel estratégico na segurança energética chinesa, especialmente ao se beneficiarem do petróleo vendido a preços reduzidos por países sob sanção internacional, como Irã, Rússia e Venezuela.

Essas refinarias respondem por cerca de um quarto da capacidade de refino do país, mas operam com margens reduzidas.

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