publicidade
Mundo

WSJ: chefe das Forças Armadas da Venezuela é obstáculo para os EUA

Aliado do ditador Nicolás Maduro, Diosdado Cabello mantém o controle da maior parte do aparato armado do país

Diosdado Cabello - venezuela - chavismo - maduro
Diosdado Cabello, político venezuelano, considerado segundo na linha de comando. Cabbelo é acusado de tráfico de drogas pelo governo dos Estados Unidos | Foto: Harold Escalona/Shutterstock

Duas semanas depois da operação militar dos Estados Unidos que prendeu Nicolás Maduro, o regime da Venezuela segue operando normalmente. O principal obstáculo à transição prometida por Washington é Diosdado Cabello, ministro do Interior, que mantém o controle da maior parte do aparato armado do país. A análise é do jornal The Wall Street Journal.

Cabello comanda as Forças Armadas, polícia nacional, polícia secreta e grupos paramilitares. Enquanto ele não for neutralizado, a estratégia americana dificilmente avança além da fase inicial.

Receba nossas atualizações

Rodríguez tenta preservar o regime enquanto sinaliza cooperação a Washington. Agentes ligados a Cabello continuam intimidando a população com prisões e violência. O texto conclui que não há transição possível enquanto o núcleo repressivo permanecer intacto.

O plano dos EUA para a Venezuela

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr/Casa Branca
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr/Casa Branca

O secretário de Estado Marco Rubio afirma que a estratégia da Casa Branca tem três etapas: estabilização, recuperação das instituições e transição democrática. O plano depende da cooperação da sucessora de Maduro, Delcy Rodríguez, que tem colaborado no discurso, mas não na prática.

Apesar de o presidente Donald Trump ter afirmado que os EUA controlariam a Venezuela “até segunda ordem”, a estrutura chavista permanece intacta.

+ Leia mais notícias do Mundo em Oeste

Dois dias depois da operação, Rodríguez nomeou Gustavo Enrique González López para chefiar a Guarda Presidencial e a contrainteligência militar (DGCIM). Aliado direto de Cabello, ele comandou a polícia secreta por anos e esteve no centro da repressão política.

A Guarda Presidencial reúne cerca de 2 mil agentes e é considerada o núcleo do poder do regime. A nomeação foi interpretada como sinal claro de resistência à agenda americana.

Presos políticos

A libertação de presos políticos ocorre lentamente. Em 3 de janeiro, havia mais de 800 dissidentes presos e ao menos 60 desaparecidos. Até 16 de janeiro, apenas 100 haviam sido soltos, segundo a ONG Foro Penal. Muitos seguem com processos abertos, sob ameaça de nova prisão.

Rodríguez tenta preservar o regime enquanto sinaliza cooperação a Washington, e agentes ligados a Cabello continuam intimidando a população com prisões e violência.

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. David S
    David S

    É só colocar o Mossad nas paradas, e saberão até onde este bosta defeca .
    E bumba, foi-se…..

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.