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Biden faz ligação ‘frustrante’ para Netanyahu, afirma imprensa estrangeira

O presidente dos EUA pediu ao primeiro-ministro israelense que resolva a questão dos fundos fiscais palestinos, retidos pelo governo de Israel

Joe Biden Benjamin Netanyahu
Segundo o portal Axios, Biden disse a Netanyahu que questão deve ser resolvida e encerrou a ligação com ‘esta conversa acabou’ | Foto: Haim Zach, GPO

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, telefonou para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no sábado, 23, para tentar intervir na política interna do país hebraico. A informação é do portal de notícias norte-americano Axios. De acordo com um oficial dos EUA, a conversa entre os dois líderes foi “uma das mais difíceis e frustrantes” desde o dia 7 de outubro.

O líder norte-americano teria pedido ao premiê israelense para resolver a questão dos fundos fiscais palestinos, retidos pelo governo de Israel depois do ataque-surpresa do Hamas em 7 de outubro. Os fundos representam um acordo assinado entre os dois lados há 30 anos.

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Segundo a reportagem da Axios, Biden pediu a Netanyahu que aceitasse a proposta de seu governo para resolver a questão dos tributos com a intermediação da Noruega.

A solução encontrada por Washington seria “transferir as receitas fiscais retidas pelo governo israelense para a Noruega, onde ficariam aguardando até que um acordo seja alcançado para acalmar as preocupações de Israel de que esses fundos possam chegar ao Hamas.”

Jack Sullivan
Há algumas semanas, o assessor de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, teria negociado a proposta de um acordo para que a Autoridade Palestina enviasse fundos a seus funcionários em Gaza, permitindo a Israel verificar os destinatários |Foto: Reprodução/Vídeo/TwitterX/BrennpunktUA

Entenda a questão dos fundos coletados por Israel

A coleta de impostos de Israel em nome da Autoridade Palestina está dentro de acordos bilaterais financeiros estabelecidos entre os dois lados, assinados em 1993 como parte dos Acordos de Oslo.

Historicamente, Israel coleta impostos em nome da Autoridade Palestina, especialmente sobre importações e exportações que passam por território israelense, incluindo tributos sobre bens e serviços nas fronteiras. Os valores são, então, transferidos para a Autoridade Palestina.

No dia 3 de novembro, o Gabinete de Segurança votou pela retenção de um adicional de US$ 275 milhões dessas receitas fiscais. Essa quantia representa aproximadamente 30% do total de receitas devidas a Ramallah e corresponde aos fundos que a Autoridade Palestina destina a Gaza.

A votação é parte de uma política mais ampla de Israel, que visa à desconexão da Faixa de Gaza. Contudo, foi contestada pelo setor de segurança devido ao receio de que possa desencadear um colapso da Autoridade Palestina, com reflexos na estabilidade mantida pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) na Cisjordânia.  

A Autoridade Palestina reagiu à decisão de Israel e declarou que não aceitaria nenhuma das receitas fiscais caso o governo de Netanyahu se recusasse a incluir a porção destinada a Gaza.

Conforme a imprensa hebraica, um colapso da Autoridade Palestina poderia resultar em Israel assumir a responsabilidade pelos assuntos civis de aproximadamente 3 milhões de palestinos na Cisjordânia.

Apesar de o primeiro-ministro ter apoiado a aprovação do corte, os assessores de Netanyahu têm buscado maneiras de contornar a situação e repassar as receitas fiscais palestinas para a Autoridade Palestina.

Segundo a reportagem do portal Axios, Biden pediu a Netanyahu que aceitasse a proposta de seu governo, sugerida havia algumas semanas, de resolver a questão dos tributos tendo a intermediação da Noruega.

A solução encontrada por Washington seria “transferir as receitas fiscais retidas pelo governo israelense para a Noruega para guardar os impostos até que um acordo seja encontrado a fim de acalmar as preocupações de Israel de que esses fundos cheguem ao Hamas.

Ainda segundo a reportagem, a Autoridade Palestina teria aceitado esse arranjo, mas Netanyahu tentou recuar.

“Ele disse a Biden que não confia nos noruegueses e afirmou que a Autoridade Palestina deveria aceitar a transferência parcial dos fundos”, informou a Axios, citando um oficial dos EUA e uma fonte com conhecimento do assunto.

O apoio dos EUA a Israel na Guerra contra o Hamas

A administração Biden tem apoiado firmemente Israel na guerra contra o Hamas em Gaza. Mas Washington também tem pressionado o governo de Netanyahu a reduzir os combates de alta intensidade na região palestina, diante do crescente número de mortes e da pressão internacional por um cessar-fogo.

Para a imprensa hebraica, o presidente dos EUA reluta em apoiar Netanyahu quando é “solicitado a retribuir ou assumir riscos políticos”.

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2 comentários
  1. Christian
    Christian

    A Fraldas do Esquerdista Bindem estão sujas e esqueceram de trocá-las.
    Bombardeiam Israel de todos os lados e ainda querem que financiem a Autoridade Palestina infestada de membros do Hamas ?

  2. Teresa Guzzo
    Teresa Guzzo

    Biden é um esquerdista frustrado, vaias para ele. Vá se tratar,o senhor está senil,não sabe nem por onde caminha.

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