A polícia argentina prendeu três pessoas por suspeita de envolvimento na morte do artista britânico Liam Payne. O ex-integrante da banda One Direction morreu, aos 31 anos, em outubro, ao cair do 3° andar de um hotel em Buenos Aires. As informações são do Ministério Público Federal da Argentina.
O primeiro acusado é a pessoa que acompanhava o artista de forma cotidiana durante sua estadia na cidade. Esse acompanhante foi imputado pelos crimes de abandono de pessoa seguido de morte, que prevê pena de cinco a 15 anos de prisão, bem como fornecimento e facilitação de fornecimento de entorpecentes.
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O segundo imputado é um funcionário do hotel, que deve responder por dois fornecimentos comprovados de cocaína a Liam Payne. O terceiro também é um fornecedor de entorpecentes, imputado pelo crime de outros dois fornecimentos comprovados durante sua estadia na Argentina.
Além disso, foram solicitados nove mandados de busca e apreensão em residências da capital federal e da Província de Buenos Aires, bem como a imposição do segredo de Justiça até a execução dos processos, para proteger seus resultados e também a integridade da investigação.

Liam Payne consumiu entorpecentes antes da morte
De acordo com a investigação, foram comprovados pelo menos quatro fornecimentos de entorpecentes a Liam durante sua estadia no hotel, entre os dias 13 e 16 de outubro. Os resultados dos estudos toxicológicos revelaram que, nos momentos anteriores à sua morte, o artista apresentava vestígios de consumo de álcool, cocaína e um antidepressivo receitado.
Os legistas do Instituto Médico-Legal argentino concluíram que a morte de Liam Payne ocorreu por causa de “politraumatismos” e “hemorragia interna e externa”, resultados da queda que o músico sofreu da sacada do 3° andar do hotel no bairro de Palermo, onde estava hospedado.
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O relatório ainda confirmou que todas as lesões que Payne apresentava eram compatíveis com a queda. Assim, foram descartadas autolesões ou que tenha sofrido violência física. Também foi atestado que a vítima não adotou uma postura reflexiva para se proteger durante a queda, o que indica que ela tenha caído em um estado inconsciente.
Para a procuradoria, essa situação também descarta a possibilidade de um ato consciente ou voluntário por parte da vítima, já que, no estado em que se encontrava, “ele não sabia o que estava fazendo nem podia entender”.
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