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Revista Glamour britânica escolhe transgêneros como 'mulheres do ano'

Edição homenageia 9 homens biológicos; decisão foi criticada pela escritora J.K. Rowling e teve repercussão negativa nas redes

Capa da edição britânica da revista Glamour, com 9 transgêneros representando mulheres
Capa da edição britânica da revista Glamour, com 9 transgêneros representando mulheres | Foto: Reprodução/ Redes sociais

Desde 1999, a revista Glamour realiza o prêmio “Women of the Year” (“Mulheres do Ano”, em tradução livre), criado para homenagear “mulheres extraordinárias e inspiradoras” em diversas áreas. Em 2025, a edição britânica da publicação decidiu destacar nove pessoas trans na capa especial da premiação.

A reportagem intitulada “The Dolls” apresenta atrizes, modelos, escritoras e ativistas transgênero, descritas como “as vozes mais inovadoras da comunidade”. Entre elas estão Bel Priestley, Munroe Bergdorf, Dani St. James, Ceval Omar, Mya Mehmi, Maxine Heron, Taira, Munya e Shon Faye. Todas aparecem em uma sessão de fotos em Londres, vestindo versões da camiseta “protect the dolls”, criada pelo designer Conner Ives e que em português pode ser traduzida como “proteja as bonecas”.

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“Enquanto os direitos das pessoas trans enfrentam ameaças crescentes no Reino Unido, a Glamour homenageia nove das vozes mais inovadoras da comunidade na edição deste ano do prêmio Mulheres do Ano”, anuncia a publicação. “Da moda e música ao trabalho beneficente e ativismo, essas pioneiras trabalham incansavelmente para empoderar, apoiar e celebrar as vozes trans.”

J.K. Rowling critica escolha da Glamour

A escritora britânica J.K. Rowling, autora da série Harry Potter, reagiu à capa nas redes sociais. Ela afirma que a decisão transmite “a mensagem de que homens são melhores mulheres do que as próprias mulheres”.

“Cresci em uma época em que revistas femininas diziam às garotas que precisavam ser mais magras e bonitas”, escreveu a autora no X. “Agora, dizem que homens são melhores mulheres do que elas.”

Rowling é conhecida por defender a exclusividade de espaços femininos para mulheres biológicas. Em outras ocasiões, já havia criticado o que considerava a “erosão dos direitos das mulheres” em nome da inclusão de pessoas trans.

Outros usuários também criticaram a decisão da Glamour do Reino Unido. O rapper e influenciador Zuby classificou o movimento trans como “o mais misógino da história moderna”.

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2 comentários
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    As últimas décadas, surgem decretos e legitimação de uma putaria, promiscuidade e erotização sem fim. Como todo lixo, teremos dias melhores. Mas como dizia Millôr, todo lixo do mundo acaba no Brasil.

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