publicidade
Imprensa

Editorial do Estadão defende negociação com EUA e critica uso eleitoral do tarifaço

Jornal afirma que ampliação das exceções às sobretaxas mostra espaço para diálogo e diz que governo deve priorizar empresas

Tarifaço
Os presidentes Trump (EUA) e Lula (Brasil) | Foto: Reprodução/Flickr

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

O jornal O Estado de S.Paulo, em editorial de 18 de julho, defendeu que o governo brasileiro priorize negociações com os Estados Unidos para mitigar os efeitos do tarifaço anunciado por Donald Trump. O editorial destacou que a retirada de algumas tarifas, resultado de pressões de empresas e entidades brasileiras, indica espaço para diálogo. Embora a política tarifária de Trump seja considerada protecionista, o Estadão acredita que o impacto no PIB brasileiro será limitado, mas regiões industriais podem s

O jornal O Estado de S.Paulo defendeu, em editorial publicado neste sábado, 18, que o governo brasileiro priorize a negociação com os Estados Unidos para reduzir os impactos do tarifaço anunciado pelo presidente Donald Trump. Para o periódico, a ampliação das exceções às tarifas demonstra que ainda há espaço para diálogo entre os dois países.

Segundo o editorial, a retirada de centenas de linhas tarifárias da lista de sobretaxas ocorreu porque empresas brasileiras, compradores norte-americanos e entidades setoriais convenceram o governo dos EUA de que algumas tarifas prejudicariam cadeias produtivas e encareceriam alimentos.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Imprensa em Oeste

Na avaliação do Estadão, embora a política tarifária de Trump continue sendo “protecionista, arbitrária ou politizada”, o recuo parcial indica que a administração norte-americana responde a pressões econômicas internas e mantém margem para negociações.

O editorial afirma que os efeitos do tarifaço sobre o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro tendem a ser limitados. Apesar disso, ressalta que empresas dependentes do mercado dos EUA e regiões industriais do Sul e do Sudeste podem sofrer perdas significativas. O jornal também argumenta que substituir rapidamente os compradores norte-americanos seria uma tarefa difícil.

Tarifaço: negociação acima da disputa política

Por isso, o Estadão afirma que medidas como crédito, garantias e apoio à abertura de novos mercados podem amenizar os impactos para as empresas afetadas. No entanto, sustenta que essas ações devem ser temporárias. O principal objetivo do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, portanto, deveria ser reduzir as tarifas por meio da negociação.

Além disso, o jornal também critica o que considera um risco de exploração política da disputa comercial. O editorial também afirma que “cabe ao chefe de Estado brasileiro proteger empresas e empregos, mesmo que uma acomodação produza menos dividendos de campanha do que a indignação”.

Leia também: “Tarifa dos EUA ameaça benefícios fiscais de exportadores brasileiros”

Na avaliação do Estadão, o Brasil poderia negociar temas como etanol, patentes, tarifas industriais, economia digital e minerais críticos. Parte dessas medidas seria positiva para o País independentemente da pressão exercida pelos EUA.

O jornal também cita exemplos de outros países que buscaram acordos com Washington, como União Europeia e Reino Unido. E lembra que o Brasil, por outro lado, não possui capacidade econômica para sustentar uma escalada comercial semelhante à da China. O texto defende que a Lei da Reciprocidade permaneça disponível, mas afirma que sua aplicação “por impulso teria valor retórico e utilidade econômica incerta”.

Ao concluir o editorial, o Estadão diz que o governo deve transformar os interesses do setor privado em uma estratégia nacional de negociação. Para o jornal, “uma coisa é a narrativa política interna, e outra coisa é o interesse nacional”, e ainda existe espaço para reduzir o tarifaço por meio do diálogo.

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Em plea guerra comercial, Lula assina acordo com a China para adotar a IA comunista. Todos sabem que Trump está punindo o Brasil pela aliança de Lula a China e a países terroristas. Trump está artacando as fianças das organizações criminosas…Até o PIX pode ser negociado.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade