Militantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) realizaram um protesto nesta sexta-feira, 13, em frente à sede do SBT, em Osasco, na região metropolitana de São Paulo.
Os manifestantes gritaram e exibiram cartazes contra o apresentador Ratinho, que virou alvo da militância esquerdista depois de criticar a eleição de Erika Hilton (Psol) para o comando da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da Câmara dos Deputados.
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“Fomos ao SBT cobrar uma resposta concreta, além de uma nota pública”, afirmou o movimento em publicação nas redes sociais. “Saímos com reunião marcada para a próxima quarta-feira, às 10h, com a emissora e a equipe de Erika Hilton.”
O SBT divulgou nota nesta sexta-feira, 13, informando que não fará novos pronunciamentos sobre o caso.
“Ratinho é um dos principais apresentadores e parceiros do SBT”, diz a nota. “O assunto foi tratado internamente com todos os envolvidos no episódio e já solucionado.”
Ratinho diz que não se calará
Erika Hilton apresentou uma representação ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do Ministério Público de São Paulo (MPSP), solicitando a abertura de inquérito policial.
A medida busca apurar possíveis crimes de transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero, que podem resultar em penas de quatro a seis anos de prisão.
O apresentador Ratinho usou as redes sociais nesta sexta-feira, 13, para comentar o caso.
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Na publicação, Ratinho declarou apoiar a população trans, mas afirmou que também defende o direito de fazer críticas políticas.
“Crítica política não é preconceito”, disse. É jornalismo.”
Em seguida, ele afirmou que não pretende permanecer em silêncio diante da repercussão.
“Não vou me calar”, afirmou. “Convido jornalistas, comentaristas e apresentadores a falar e publicar. Não fiquem em silêncio, porque o silêncio é conivência.”
Abaixo-assinado pede a saída de Erika Hilton
Um abaixo-assinado divulgado nas redes sociais criticou a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres.
As signatárias do documento expressam “discordância” com a decisão da Câmara e querem que o colegiado seja presidido por uma parlamentar com atuação “estritamente voltada à defesa das prerrogativas das mulheres com base na distinção de sexo”.
Leia também: “Midas e os venais”, artigo de Alexandre Garcia, publicado na Edição 312 da Revista Oeste


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