Em clara defesa do ataque conjunto dos EUA e de Israel ao Irã, o jornal americano The Wall Street Journal disse que a principal preocupação seria que o presidente Donald Trump parasse com suas ações militares cedo demais. Em editorial publicado no começo da noite deste sábado, 28, o jornal afirmou a ação militar “é um ato de dissuasão necessário contra um regime que é o maior promotor do terrorismo no mundo”.
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O jornal admite que o ataque tem riscos, “como todas as guerras”, mas também tem “o potencial de remodelar o Oriente Médio para melhor e levar a um mundo mais seguro”.
Trump justificou a ação militar — que resultou na morte do líder supremo do regime, aiatolá Ali Khamenei, e de outras autoridades de alto escalão — com a necessidade de destruir o que resta do programa de armas nucleares e, consequentemente, garantir segurança à região. Em pronunciamento, o republicano também conclamou o povo do Irã a se levantar e depor “o regime teocrático que os aterrorizou e assassinou por 47 anos”.
O jornal lembra que Trump prometeu ajudar o Irã, especialmente depois do massacre promovido pelo regime contra iranianos que fizeram manifestações entre dezembro e janeiro — mais de 30 mil teriam sido assassinados —, e a ajuda foi enviada. Outro fato recordado pelo WSJ é que o presidente americano “também deu ao líder supremo do Irã ampla oportunidade para fechar um acordo sobre armas nucleares e seu programa de mísseis, mas o aiatolá recusou”.
Para o jornal, Trump, no passado, criticou indevidamente seus antecessores pelas “guerras intermináveis” no Oriente Médio, “mas ele entende o poder da dissuasão”. Tanto que adotou postura semelhante “no Iêmen, no Irã em junho, na Venezuela e agora novamente no Irã”. “Barack Obama e Joe Biden se recusaram a tomar medidas” para medidas contra ameaças aos EUA. “A dissuasão dos EUA entrou em colapso e os países desonestos se aproveitaram da situação”, afirma o jornal.
O Conselho Editorial do WSJ também afirma que “a aposta mais arriscada é a mudança de regime, e ninguém sabe se isso acontecerá”, mas considera que “a escala da ação militar significa que a campanha pode ser bem-sucedida mesmo que o regime sobreviva”. “Destruir os mísseis e a marinha do Irã tornará a região mais segura. O programa nuclear será difícil e caro de reconstruir, especialmente se os EUA continuarem bloqueando as exportações de petróleo do Irã, sua principal fonte de receita.”
O jornal analisa alguns cenários, como um golpe interno. “Milícias Basij e membros da Guarda Revolucionária Islâmica, a possibilidade de um golpe interno ou revolta popular poderá surgir”, afirma. “Mesmo que o resultado seja a tomada do poder por membros menos radicais da Guarda Revolucionária, é provável que sejam melhores que os aiatolás. Esperemos que o Mossad e a CIA estejam em campo tentando ajudar a oposição.”
Críticas internas
O jornal também comenta as críticas internas, que tomaram as páginas dos jornais e perfis de democratas nas redes sociais neste sábado, 28. “O maior desafio para a campanha militar pode estar mais em casa do que no Irã.” O Conselho Editorial rechaça as quatro objeções mais citadas pelos críticos.
A primeira é dizer que o ataque é uma “guerra de escolha” e que não havia nenhuma ameaça urgente a ser enfrentada. “Mas o regime e seus aliados estão mais fracos agora do que estiveram desde o fim da guerra Irã-Iraque na década de 1980. Será que os críticos prefeririam esperar até que o Irã reconstruísse suas defesas aéreas e seus estoques de mísseis com a ajuda da Rússia e da China? Nesse caso, provavelmente mais americanos morreriam”, afirma o WSJ.
Em segundo lugar, o jornal refuta o argumento da ilegalidade da ação por suposta falta de aprovação do Congresso. A Constituição dá aos presidentes ampla margem de manobra para usar a força militar contra ameaças à segurança dos EUA, lembra o jornal. “Os membros do Congresso podem exigir uma votação sobre uma Resolução de Poderes de Guerra que poderia bloquear a ação militar após 60 dias”, afirma. “Vamos ver quem no Congresso quer ficar do lado do Irã, considerando todos os americanos que suas forças mataram ao longo das décadas.”
Uma terceira linha de argumentação analisada pelo jornal é a possibilidade de que a ação desencadeie uma guerra civil no Irã e novos conflitos na região. “Os eventos são impossíveis de prever, mas é difícil imaginar uma instabilidade maior do que aquela que o regime revolucionário vem promovendo há quase cinco décadas.”
Por fim, o Wall Street Journal refuta a “crítica mais superficial”, de que há uma contradição entre as ações militares de Trump e sua autoafirmação de ser um pacificador. “Trump herdou um mundo no qual um eixo de adversários dos EUA havia se formado e estava em ascensão. Ele está pressionando esse eixo em seus pontos mais fracos — no Irã, na Venezuela e em Cuba. Ao fazer isso, ele está enviando uma mensagem à China e à Rússia de que os custos de testar militarmente Trump são consideráveis”, analisa o jornal.
“Nossa principal preocupação é que Trump possa parar cedo demais”
Ao finalizar o texto, o WSJ afirma, porém, que mais preocupação do que a ação militar, é o fato de Trump ser convencido ou pressionado por aliados e críticos a abandonar a política de dissuasão. “Nossa principal preocupação é que Trump possa parar cedo demais”, escreve.
Segundo o jornal, o presidente “enfrentará pressão política da direita ligada a Tucker Carlson e talvez dos aliados de Carlson no círculo do vice-presidente, bem como dos democratas e da maior parte da imprensa. Isso é especialmente verdadeiro se houver baixas americanas, o que provavelmente acontecerá em algum momento”.
E segue: “Trump foi sábio ao alertar sobre isso em seu vídeo, mas ele terá que continuar defendendo seus objetivos de guerra e argumentando que alcançá-los leva tempo”, finaliza.
500 mortes a globo desesperada , 60 mil mortes no Brasil , 86 mil estupros femininos incluindo crianças , 29 mil violações masculinas incluindo crianças .
Brasil é uma carnificina total .
sim esse ponto é real, Trump dar um passo atrás e foder de vez o povo iraniano. gosto do Trump, mas ele prioriza somente o povo dele. assim que conseguir seu objetivo principal ele sai fora.