Conforme publicação desta sexta-feira, 29, do jornal norte-americano jornal The New York Times, o debate sobre a democracia no Brasil ganha força diante do iminente julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, marcado para começar na próxima segunda-feira, 2, em Brasília.
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A publicação afirma que o processo, conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), levanta discussões sobre a concentração de poder no ministro Alexandre de Moraes. O Times destaca, ainda, que a Suprema Corte ampliou suas prerrogativas nos últimos anos, de modo a permitir que Moraes chefie investigações de larga escala.
Entre as ações atribuídas ao magistrado, estão ordens de busca, bloqueio de redes sociais e prisões sem julgamento prévio. Segundo a avaliação do jornal, essas medidas “garantiram a transição política em 2023, mas geram questionamentos quanto ao equilíbrio entre os Poderes”.
Processo de Bolsonaro e atuação do STF

A publicação questiona se esse cenário significa “uma guinada autoritária perigosa para a mais alta Corte do Brasil”. “Ou é uma democracia imperfeita tentando lidar com uma ameaça autoritária na era da internet?”, contrapõe o The New York Times.
O jurista e ex-desembargador Walter Maierovitch avaliou a reportagem do jornal norte-americano e disse que o Supremo cometeu “falhas e erros” no processo. “Esses erros não apagam nem justificam a tentativa de golpe”, opinou o jurista. “Mas não deveriam ser repetidos.”
Leia também: “A fraude exposta”, reportagem de Edilson Salgueiro, Rachel Díaz e Carlo Cauti publicada na Edição 285 da Revista Oeste
A publicação também recorda que, no final do ano passado, especialistas e autoridades passaram a demonstrar preocupação com a falta de prestação de contas de Moraes e com a manutenção de seus poderes, mesmo depois de Bolsonaro deixar o cargo. Atualmente, aponta o Times, tanto o governo quanto o STF associam a democracia brasileira à figura de Alexandre de Moraes.
É claramente um tribulnal de excessão.
7 de setembro há de ser uma grande congregação de pagadores de impostos, dos pagadores dos salários desses que nos espoliam.