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Estadão: ‘Governo Lula é surdo e cego ao fato de a economia estar insustentável’

Em setembro, o Copom aumentou a Selic para 10,75%, as projeções do mercado mudaram, mas a Fazenda tem 'surdez diante de estrondos'

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de transmissão do Poder Executivo Federal, no Palácio Legislativo San Lázaro, na Cidade do México | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em editorial publicado nesta terça-feira, 8, o jornal O Estado de S. Paulo criticou o fato de o governo Lula “fechar olhos e ouvidos para os sinais de sobreaquecimento da economia brasileira”. No título do texto, avalia os juros como “uma grande incógnita“.

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“O aperto monetário promovido pelo Banco Central (BC), que tanto desagrada ao governo Lula da Silva, tem sido recebido com certa naturalidade pelo mercado como um instrumento de contenção da inflação diante de uma política fiscal mais frouxa do que o necessário”, escreve o Estadão.

Até agosto, fatores de mercado indicavam estabilidade da taxa Selic em 10,50% ao ano. Esse porcentual, segundo as expectativas, deveria permanecer o mesmo até março do ano que vem.

No entanto, em setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumentou a Selic para 10,75%, e as projeções do mercado mudaram. Diante do novo aumento, os bancos subiram a régua das expectativas: 11,75% no fim do ano e 12% aos primeiros meses de 2025.

Leia também: “O Brasil no fundo do poço”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 236 da Revista Oeste

Há, ainda, uma ala do mercado com a argumentação de que, com a combinação entre uma política expansionista do governo e a economia sobreaquecida, os juros podem chegar a 13%. A medida seria necessária para garantir a meta prevista da inflação, de 3%.

Mais críticas do Estadão sobre política do governo Lula

secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello
Jornal critica visão do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello | Foto: Divulgação/GovBR

A análise do Estadão sobre uma entrevista recente do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, ao blog Conjuntura Econômica, fala em “cegueira e surdez” do governo Lula.

Na entrevista, Mello afirmou que a projeção para 2024, de impulso fiscal neutro, “talvez não se confirme”. Isso pode ocorrer por causa da ajuda de R$ 25 bilhões ao Rio Grande do Sul. Além disso, tal frustração, segundo ele, teria atribuição de “fatores exógenos”, como o câmbio e o “efeito climático” sobre os preços de alimentos e energia.

Leia mais: “A Faria Lima já trabalha com o dólar a R$ 6”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 235 da Revista Oeste

“É o tipo de visão que demonstra que o governo não está apenas surdo, mas também cego ao fato de a economia brasileira estar girando, de forma insustentável, acima de seu potencial”, conclui o Estadão.

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8 comentários
  1. Eduardo
    Eduardo

    Então é isso, colocaram um bebado, analfabeto e ladrão para governar um país e esperavam um resultado diferente?

  2. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Enquanto um governo colocou o país numa rota séria e crescente, esse governo mais uma vez coloca a economia numa rota de irresponsabilidade, querendo que o país vá ao caos, lamentável esse desgoverno Lulla, ladeira abaixo…

  3. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Luladrão cachaceiro decrépito, inútil ladrão mentiroso contumaz, só quer curtir o restinho de vida com a Canja que bota galhada nele direto. Não está nem aí com o povo, pois sabe que não foi eleito de verdade…
    Mas agora vem esse jornaleco, que apoiou tudo isso, falar contra… enrola o jornal e enfia no orifício anal dos donos e redatores desse lixo esquerdistas!

  4. Anísio Silva Horta
    Anísio Silva Horta

    DEIXA O CIRCO PEGAR FOGO !! O ESTADÃO FOI UM DOS QUE FIZERAM O L. AGORA AGUENTA.

  5. Fabio R
    Fabio R

    Se editorial do Estadão mudasse alguma coisa….A ditadura no Brasil está se lixando pra tudo!

  6. Marcos Japiassu
    Marcos Japiassu

    O ladrão só vai sossegar quando arruinar o país de vez.

  7. Marcos Japiassu
    Marcos Japiassu

    O ladrão só vai sossegar quando arruinar o país de vez.

  8. Uncle Sam
    Uncle Sam

    Ajuda ao Rio Grande do Sul que, segundo os parentes que moram lá, jamais chegou.

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