Em editorial publicado neste domingo, 2, o jornal O Estado de S. Paulo criticou a forma como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva trata o crime organizado no país. A publicação lembrou da fala do petista quando disse que os traficantes são “vítimas dos usuários” e quando declarou que a delinquência é um “reflexo das desigualdades” em uma sociedade capitalista. Essa sociologia “romantiza o crime”, afirma o veículo de imprensa.
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O Estadão destacou ainda o fato de o governo fortalecer as ideias socialistas quando não responsabiliza atitudes criminosas. Como exemplo, recordou que a esquerda inocenta o bandido ao dizer que a sociedade é vulnerável.
O progressismo de Lula
Quando isso ocorre, segundo o jornal, o delinquente “vira paciente de uma patologia coletiva diagnosticada por quem jamais esperou um ônibus à noite”. “Essa subcultura humanitária não disfarça uma inversão moral: a compaixão pervertida em condescendência”, afirma o Estadão. “A responsabilização do indivíduo é tratada como opressão burguesa, e a indulgência, como virtude.”

Essa política faz o progressismo cultivar o marginal como símbolo de “autenticidade social”. O trabalho de exaltação do criminoso “humilha o cidadão comum, que paga imposto e respeita a lei, como hipócrita e alienado”. “O delinquente virou personagem de ‘resistência’; o trabalhador, engrenagem da máquina de opressão.”
A hipocrisia da esquerda
De acordo com a publicação, a esquerda fabricou um paradoxo que traz à luz a hipocrisia: “quanto mais se compadece dos criminosos, mas abandona os pobres”.
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A exaltação do crime faz o pobre pagar a conta quando vê os filhos sendo aliciados por criminosos e quando vê sua comunidade sendo sequestrada por uma facção criminosa. A vida do cidadão comum, conforme escreveu o jornal, é “devorada por uma guerra estetizada pela retórica progressista”.









































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