A votação na Câmara dos Deputados do projeto do governo federal de isenção do Imposto de Renda (IR) para salários de até R$ 5 mil gera expectativa sobre a possibilidade de haver uma nova turbulência no mercado. Em novembro passado, quando o governo anunciou o projeto, a reação foi de desconfiança e surpresa, dentro do pacote de contenção de gastos.
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Nesta semana, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou, em decisão final, o projeto de lei. Além de isentar do imposto quem recebe até R$ 5 mil mensais, aumenta a tributação das faixas de renda mais altas. A Câmara agora votará o parecer em plenário.
Em novembro de 2024, quando o governo anunciou o projeto de forma abrupta, o dólar chegou ao maior valor nominal da história (retirada a inflação), com alta de 1,80%, a R$ 5,912 até aquele momento.
Avançou até R$ 6,26 nas semanas posteriores. O Ibovespa despencou 1,73%. Nas semanas seguintes, a moeda americana avançou bem mais, chegando a R$ 6,26.
No último dia 8 de setembro, quando o presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que esta votação seria uma prioridade para a Casa, a reação foi bem mais tranquila.
Está havendo um avanço gradativo dos debates, o que gera uma menor expectativa de turbulência. No entanto, segundo afirmou a Oeste o economista Lucas Borges, a possibilidade de uma nova tensão no mercado dependerá do texto final aprovado.
“Se o Congresso aprovar um pacote equilibrado e crível, o mercado tende a reagir de forma moderada, possivelmente até positiva, por ver melhora na distribuição da carga tributária sem perda de arrecadação”, avalia Borges, pesquisador e financista, possui especialização em Private Equity pela Harvard Business School.
“Já se houver desidratação das medidas compensatórias, o resultado deve ser aumento de volatilidade, com impacto sobre juros futuros e câmbio. Além disso, uma percepção de bitributação pode ocasionar uma fuga de capitais, algo que já tem acontecido esse ano segundo o último relatório da Henley e Partners.”
Votação do projeto do IR
Motta, no início desta semana, afirmou que “o atual momento do país é desafiador” e destacou a necessidade de “tirar da frente todas essas pautas tóxicas”, que ele definiu como “essas cascas de banana” que têm tomado as discussões atualmente no Congresso Nacional.
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O parlamentar fez a declaração em um momento em que foi muito pressionado depois que a Câmara aprovou a PEC da Blindagem e transformou o projeto que defendia a anistia aos participantes dos atos de 8 de janeiro em um que reduzia as penas aos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF)
Quer isentar , coloca o início da taxação nos 7000…