publicidade
Economia

Toffoli procurava 'contradição' no depoimento do diretor do Banco Central no caso do Master

Anotações do ministro revelam que ele faria questionamentos sobre a fiscalização para buscar 'omissões'

Ministro Dias Toffoli, do STF | Foto: Carolina Antunes/PR
Ministro Dias Toffoli, do STF | Foto: Carolina Antunes/PR

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli registrou, por escrito, que pretendia identificar “omissões” e “contradição” no depoimento do diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino. O depoimento ocorreu em 30 de dezembro e foi conduzido pela Polícia Federal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Toffoli é relator do caso do Banco Master no STF. Nas perguntas que ele elaborou, há anotações que explicam o objetivo delas. Os registros revelam que o ministro buscava indícios de irregularidades na fiscalização do BC que resultou na liquidação do banco de Daniel Vorcaro, em novembro de 2024.

Receba nossas atualizações

Toffoli liberou os vídeos dos interrogatórios, que estavam sob sigilo. As perguntas de Toffoli, porém, não foram feitas integralmente pela PF, depois de divergências e mal-estar entre investigadores e o gabinete do ministro. A polícia fez apenas duas das questões enviadas.

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

O envio de perguntas à PF, porém, não é praxe. A prática foi alvo de críticas de juristas e de políticos, que argumentam que ela extrapolaria as atribuições do Judiciário.

Além disso, houve questionamentos sobre a convocação do diretor do BC para acareação, uma vez que ele não está na investigação. Aquino aguardou mais de dez horas para depor no STF.

A pergunta mais importante de Toffoli

Em um dos pontos, Toffoli solicitou que a PF perguntasse a Aquino sobre a data em que o BC identificou os primeiros indícios de que carteiras de crédito consignado do Master vendidas ao BRB por R$ 12,2 bilhões eram falsas. “Essa é a pergunta mais importante do processo”, diz anotação do ministro. “Sem data, não existe ‘tempestividade’. Com data, surgem imediatamente as omissões.”

Em outro trecho, Toffoli afirmou que a resposta poderia criar “uma contradição lógica incontornável”, ao apontar possível demora do BC em detectar fraudes. O ministro também citou nota do Banco Central sobre indícios detectados em fevereiro de 2025. “Aqui aparece a omissão consciente documentada: o BC detecta indícios graves e, ainda assim, interrompe a fiscalização”.

Ao final, no entanto, a PF fez apenas dois questionamentos enviados pelo gabinete de Toffoli. Um deles tratava de eventuais medidas futuras do BC. O advogado do Banco Central, porém, questionou o teor da pergunta, classificando-a como vaga e especulativa, e afirmou que decisões dependeriam da governança do órgão.

2 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Esse gatuno barato reprovado está tentando se livrar

  2. Nerivaldo Carvalho dos Santos
    Nerivaldo Carvalho dos Santos

    Cadê os Senadores que não tomam uma providência contra esse senhor

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.