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Economia

Títulos isentos de Imposto de Renda chegam a R$ 977 bilhões no 1º semestre

Eles devem ter ritmo de expansão menor no segunda metade do ano

Títulos isentos de Imposto de Renda - imposto sindical
Ao todo, R$ 176 bilhões foram incrementados entre janeiro e junho | Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr

Os títulos isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas no Brasil chegaram a R$ 976,7 bilhões no primeiro semestre de 2023.

Eles foram o maior destaque na carteira de títulos e valores mobiliários dos investidores na primeira metade do ano.

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Ao todo, R$ 176 bilhões foram incrementados entre janeiro e junho, o que representa uma alta de 22%, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Títulos isentos de Imposto de Renda crescem 50%

Títulos isentos de Imposto de Renda 2.jpg
Mudança na regra de direcionamento do crédito rural deve impactar oferta de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) | Foto: Freepik

Em relação a 2022, os títulos isentos do IR para pessoas físicas cresceram mais de 50%: o valor adicionado foi de R$ 327,6 bilhões. No segundo semestre de 2023, os títulos isentos de Imposto de Renda de crédito imobiliário e agronegócio devem ter ritmo de expansão menor.

O presidente da Anbima, Ademir Correa Júnior, disse que a mudança na regra de direcionamento do crédito rural também deve impactar a oferta de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).

No mês passado, o Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou que, a partir da safra 2023/2024, 50% do montante arrecadado pelas intituições financeiras a partir desse instrumento sejam obrigatoriamente aplicados no setor rural. Antes, a regra exigia 35%.

O CMN diminuiu a flexibilidade para o uso desses recursos. Correa Júnior disse que se trata de um “instrumento finito, dependente da carteira de crédito na outra ponta”.

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“Com tudo que houve na economia, pela desaceleração da atividade e pelo tamanho de juros, chega uma hora que todo mundo procura o papel, mas é finito em termos de lastro.”

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Em entrevista coletiva, Correa Júnior disse também que haverá um efeito cascata neste semestre. Ele acredita que, no primeiro semestre de 2024, os investidores irão apostar em outros papéis.

 “As instituições financeiras estão no processo de rever e fazer conversa com o investidor, para colocá-lo em outras oportunidades de mais longo prazo”, disse Correa Júnior.

Os fundos de investimento representaram 29% das carteiras das pessoas físicas: um total R$ 1,55 bilhão, de acordo com o jornal Valor Econômico.

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