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Economia

Shein inaugura suas primeiras lojas físicas permanentes

A partir de novembro, empresa chinesa abrirá seis unidades na França

Shein | A empresa chinesa foi avaliada em US$ 100 bilhões em 2022 | Foto: Reprodução/Twitter/X/Shein
A Shein vai inaugurar seis lojas permanentes na França | Foto: Reprodução/Twitter/X/Shein

A Shein, reconhecida internacionalmente pelo modelo on-line de fast fashion, revelou planos para estrear suas primeiras lojas físicas permanentes no mundo. A iniciativa será implantada partir de novembro, com a inauguração inicial em Paris, na França.

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Segundo comunicado divulgado pela empresa, a abertura das seis novas lojas acontecerá de maneira gradual. “Esta parceria é mais do que um lançamento”, informa. “É um compromisso para revitalizar centros urbanos em toda a França, restaurar lojas de departamento e desenvolver oportunidades para a moda francesa.” A companhia comunica que gerará aproximadamente 200 vagas de empregos diretas e indireta.

Shein enfrenta resistência no cenário europeu

Fundada em 2012, na China, a Shein se destacou por comercializar roupas e acessórios de baixo custo. Ela aposta em uma grande variedade de produtos e estratégias agressivas de marketing. A marca, entretanto, enfrenta críticas frequentes sobre as condições de trabalho em sua cadeia de fornecedores.

No cenário europeu, representantes dos segmentos têxtil e de moda alegam que a Shein pratica concorrência desleal. Argumentam também que a empresa não observa os mesmos padrões de proteção ambiental, direitos sociais e segurança do consumidor exigidos das marcas locais.

“Eles estão criando a nova megaloja da Shein em frente à Prefeitura de Paris”, destaca Yann Rivoallan, presidente da associação de varejo de moda Fédération Française du Prêt-à-Porter. “Depois de destruir dezenas de marcas francesas, a empresa agora pretende inundar ainda mais o mercado com produtos descartáveis.”

Já Sophie Abriat, autora e repórter da revista M, especializada em moda, afirmou: “O modelo ultrarrápido é o ápice da descartabilidade”. Ela afirma que a Shein “se sustenta na efemeridade e em um marketing agressivo”.

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