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• A confiança dos empresários da indústria brasileira atingiu o menor nível desde junho de 2020, conforme o Índice de Confiança do Empresário Industrial divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira, 13;
• Em julho, o índice caiu de 46,7 para 44,4 pontos, permanecendo abaixo dos 50 pontos por 19 meses consecutivos; e
• A CNI aponta que a piora reflete uma avaliação negativa da situação atual e das expectativas futuras, influenciada por incertezas internacionais, como conflitos no Oriente Médio
A confiança dos empresários da indústria brasileira caiu ao menor nível desde junho de 2020, no auge da pandemia de covid-19. É o que mostra o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgado nesta segunda-feira, 13, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Em julho, o indicador recuou de 46,7 para 44,4 pontos. Como permanece abaixo dos 50 pontos — marca que separa confiança de pessimismo —, o Icei acumula 19 meses consecutivos em terreno negativo. É a segunda pior sequência da série histórica, atrás apenas da registrada de 2015 a 2016, durante a recessão econômica.
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Segundo a CNI, a piora reflete uma avaliação mais negativa dos empresários tanto sobre a situação atual da economia quanto sobre as perspectivas para os próximos meses.
O Índice de Condições Atuais caiu de 42,3 para 41,6 pontos, o que mostra que os industriais consideram que a economia e seus negócios estão piores do que há seis meses.
Já o Índice de Expectativas recuou de 48,9 para 45,8 pontos, a maior queda desde novembro de 2022, que mostra que os empresários estão menos otimistas em relação ao futuro.
Impactos da falta de confiança entre empresários da indústria

Para o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, um período prolongado de pessimismo pode resultar em redução da produção, do número de empregados e dos investimentos.
A confederação avalia que a piora das expectativas está ligada ao aumento das incertezas no cenário internacional, como a escalada dos conflitos no Oriente Médio e a possibilidade de os Estados Unidos voltarem a impor tarifas sobre produtos brasileiros.
A pesquisa ouviu 1.118 empresas de pequeno, médio e grande porte entre os dias 1º e 7 de julho.
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