publicidade
Economia

Servidores do BC paralisam atividades e pedem reajuste

Segundo presidente de sindicato, a manifestação é uma 'advertência' para o governo

Banco Central inflação
Fachada do Banco Central do Brasil | Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Servidores do Banco Central (BC) paralisaram suas atividades na manhã desta quarta-feira, 9, como forma de pressionar o governo federal nas negociações em torno de reajustes salariais para a categoria.

O ato teve início por volta das 8 horas e deve terminar ao meio-dia. De acordo com o Sindicato Nacional dos Funcionários da instituição (Sinal), os serviços essenciais estão mantidos, embora possa haver atraso no atendimento ao público.

Receba nossas atualizações

Segundo o presidente do Sinal, Fábio Faiada, a manifestação é uma “advertência” para o governo. “A paralisação de hoje foi um sucesso. Atingimos a meta inicialmente elaborada e estamos prontos para trabalhar e continuar para fazer uma nova paralisação, caso o governo não apresente uma proposta oficial de reajuste salarial”, afirmou o sindicalista.

A paralisação foi aprovada em assembleia da categoria realizada na semana passada. O sindicato orientou os servidores que participarem do ato a manter “desligados o computador e todos os sistemas de trabalho”.

No dia 18 de janeiro, servidores do BC já haviam organizado uma paralisação para reivindicar reajuste salarial.

Relacionadas

No BC, há três sindicatos: além do Sinal, que representa as categorias de analistas e técnicos, a Associação Nacional de Analistas do Banco Central (ANBCB) e o Sindicato Nacional dos Técnicos do Banco Central do Brasil (SinTBacen). Todos estão unidos na mobilização.

As reivindicações de servidores federais de diversos órgãos tiveram início a partir da indicação do presidente Jair Bolsonaro de que apenas carreiras policiais seriam contempladas com reajuste neste ano.

No Orçamento de 2022, há R$ 1,7 bilhão reservados para aumento do funcionalismo. Além do reajuste, a mobilização no BC cobra a reestruturação da carreira de técnicos e analistas.

Reportagem publicada na Edição 65 da Revista Oeste, em junho do ano passado, mostrou que um salário médio de R$ 29 mil, planos de saúde com cobertura que ultrapassa a da maioria das operadoras na iniciativa privada, abono por assiduidade no serviço, assistência educacional superior à mensalidade de escolas caras, indenização em caso de assalto, garantia de emprego e liberação de alguns dias por ano para exercer atividades sindicais  são algumas regalias que 46 empresas públicas oferecem a seus funcionários. Pela primeira vez, esses privilégios podem ser consultados por todos os brasileiros no Relatório de Benefícios das Empresas Estatais Federais, elaborado pelo Ministério da Economia.

O documento, de 84 páginas, detalha os abonos e as gratificações que os funcionários recebem em empresas e bancos estatais, mostrando como são formatadas algumas das maiores remunerações de um país onde a renda média do cidadão é de R$ 1.380.

Leia também: “Você paga tudo isso”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 65 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

16 comentários
  1. João Carlos de Souza Carvalho
    João Carlos de Souza Carvalho

    Vocês sabem o valor dos salários dos funcionários do Banco Central ? Eu resido em Brasília e tenho amigos que trabalham lá , eles tem tem um padrão de vida que eu invejo ! Eles esbanjam dinheiro !

  2. Remi Backes
    Remi Backes

    Só uma pergunta, pra trabalhar no Banco Central não é necessário ter vergonha na cara?
    PQP, são infantilóides imbecilizados totalmente sem noção.

  3. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Esse é o nosso funcionalismo público, corporativista, metendo a mão no bolso dos pagadores de impostos.

  4. Maciel Gomes
    Maciel Gomes

    Bozzo só quer dar aumento pra polícial e os outros, agora chupa bozzo, se fudeu kkkkkkkkkkk

  5. Marcus Borelli Ribeiro
    Marcus Borelli Ribeiro

    A funcionária Adelina Maria Gonçalves de Melo recebe R$ 120.680,17 no Banco Central mas como aposentada. Maior Salário da Instituição: R$ 75.413,50. O rendimento médio no Brasil atingiu o valor de R$ 2.433 em 2021.

  6. Julio José Pinto Eira Velha
    Julio José Pinto Eira Velha

    O caro do sindicato diz estar pronto para trabalhar pela greve, nas trabalhar para produzir, nada.

  7. Altair
    Altair

    Tem de extinguir o funcionalismo publico, acabar com esses BURGUESES! Mandar todos embora e contratar com salarios condizentes a realidade do povo! PQ ESSA PORCA GORDA JÁ NÃO ANDA!

  8. Fabrizio Antonio Vendittelli
    Fabrizio Antonio Vendittelli

    Uma vergonha. A reforma administrativa é simplesmente primordial para acabar com esta casta. Essa gente não pode continuar a viver na bolha da estabilidade e ganhando essa fortuna.

  9. principalsuspeito
    principalsuspeito

    Se essa gente tivesse que se virar na iniciativa privada, morreria de fome.

  10. marcos antonio rossi
    marcos antonio rossi

    É inadmissível não termos pessoas com consciência coletiva, temos um país se recuperando de uma crise causada pela pandemia – sito para mim é uma guerra hibrida causada para desestabilizar o governo, esta aí um sugestão de matéria para a Oeste ” Guerra hibrida para desestabilização de governos, como começa e como se aplica, criado por informações falsas geradas pela mídia

  11. Renata Thomaz
    Renata Thomaz

    Os caras ganham salários estratosféricos e ainda querem aumento… Este é o Brasil que não queremos.

  12. Leila Pereira
    Leila Pereira

    Uma AFRONTA AO TRABALHADOR BRASILEIRO. A elite do funcionalismo querendo aumento. Uma vergonha!
    Como cidadã e empreendedora EU NÃO AUTORIZO!

  13. analisando
    analisando

    E ainda falam em “advertência”. Canalhas hipócritas.

  14. analisando
    analisando

    Esse pessoal tem regalias e salários muito acima da média salarial nacional, ver tabelas publicadas, mas esses sindicatos, sem nenhuma sensibilidade ao momento crítico que a nação vive, puxam a corda para tentar desestabilizar o funcionamento da máquina federal, visando um desgaste do governo para a eleição de 2022.
    Patifes, canalhas de esquerda, antipatriotas.

  15. PCC
    PCC

    A imprensa deveria mostrar o salário dessa gente para que o povo possa conhecer. São salários altíssimos, totalmente fora da realidade brasileira.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.