A guerra do regime chinês contra as criptomoedas vem se intensificando nas últimas semanas, com forte repressão do governo comunista. Entre as medidas tomadas nos últimos dias, estão ordens para o fechamento de operações de mineração em algumas províncias do país e duras restrições ao comércio de bitcoins.
Mais da metade dos mineradores de bitcoin em atividade se concentram na China, mas há um contingente cada vez mais significativo que vem deixando o país asiático — o êxodo vem sendo chamado de “grande migração mineradora”. Entre os possíveis beneficiários deste movimento, está o Estado do Texas, nos Estados Unidos, relata reportagem da CNBC.
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Segundo documentos revelados na semana passada, o regime chinês determinou que a província de Qinghai parasse de “aprovar e criar novos projetos de mineração de criptomoeda”, suspendendo imediatamente “todas as operações existentes”.
China’s Qinghai Province issued a document to stop virtual currency mining operations:
1. Stop approving and setting new virtual currency mining projects. Suspend all existing mining operations.#Bitcoin #bitcoinmining #cryptocurrencies pic.twitter.com/3Gg9jJOjWB
— Gwei Research (@btcinchina) June 9, 2021
A mineração de bitcoins é um processo que faz uso intensivo de energia para criar novas moedas, mantendo o registro de todas as transações de tokens digitais existentes. Apesar da falta de reservas responsável por apagões no ano passado, o Texas tem preços de energia que ainda estão entre os mais baixos do mundo. Nos últimos anos, sua participação nas energias renováveis está crescendo de forma expressiva. O governador do Texas, Greg Abbott, é entusiasta da mineração.
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Ainda não há dados disponíveis sobre 2021, mas até o ano passado a China era responsável por 65% a 75% da mineração de bitcoin do mundo. Nos últimos meses, muitos mineradores ampliaram os horizontes e vêm buscando mercados de países da Europa e dos Estados Unidos.
Impacto nos mercados
Em maio, como noticiamos, a cotação do bitcoin chegou a despencar, caindo abaixo de US$ 40 mil pela primeira vez desde fevereiro, em função da preocupação dos mercados após o anúncio de instituições financeiras da China de que não aceitariam transações com criptomoedas.
Na ocasião, a moeda digital atingiu a cotação mínima de US$ 36,2 mil, de acordo com a bolsa de criptomoedas Coindesk. O valor significou um declínio de 45% em relação à cotação máxima alcançada pelo bitcoin (US$ 64,8 mil).
Com informações da CNBC e de agências internacionais
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