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Economia

Banco Central vê risco maior de inflação acima da meta

Copom eleva de 30% para 79% a probabilidade de o IPCA superar o teto estabelecido em 2026

Sede do Banco Central, em Brasília | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Sede do Banco Central, em Brasília | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou sua avaliação de risco para a inflação brasileira em 2026, aumentando a probabilidade de o IPCA ultrapassar o teto da meta de 30% para 79%. O Relatório de Política Monetária, divulgado nesta quinta-feira, 25, projeta uma inflação de 5,2% para 2024, acima dos 3,9% anteriores e do limite de 4,5% da meta oficial.

O Comitê de Política Monetária (Copom), órgão subordinado ao Banco Central (BC), aumentou significativamente sua avaliação de risco para a inflação brasileira em 2026. Segundo o Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira, 25, a probabilidade de o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ultrapassar o teto da meta passou de 30% para 79%.

A revisão reflete a deterioração das expectativas para a trajetória dos preços no país. O Banco Central passou a projetar inflação de aproximadamente 5,2% para o próximo ano, acima dos 3,9% estimados anteriormente e também superior ao limite máximo da meta oficial, fixado em 4,5%.

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Banco Central sob pressão

Pelo sistema de metas em vigor, o centro da meta de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Caso a inflação permaneça fora dessa faixa por seis meses consecutivos, o BC é obrigado a apresentar explicações formais ao Ministério da Fazenda e detalhar as medidas necessárias para reconduzir os preços ao objetivo estabelecido.

O relatório reforça a postura cautelosa adotada pelo Copom na condução da política monetária. A autoridade monetária tem sinalizado preocupação com o ambiente de incerteza econômica e com os riscos inflacionários, fatores que justificam uma trajetória mais gradual para eventuais reduções da taxa Selic.

Leia também: “Os 7 a 1 da economia”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 327 da Revista Oeste

Segundo o colegiado, a estratégia busca preservar a estabilidade de preços sem provocar oscilações excessivas na atividade econômica nem no mercado de trabalho. O Banco Central tem defendido a ideia de que a convergência da inflação para a meta ocorra de forma sustentável, mesmo que isso exija um período mais prolongado de juros elevados.

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