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O empresário Adelino Rodrigues Júnior, fundador do Centro de Assistência e Integração dos Servidores Públicos (Cassisp), foi preso em uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal e do Ministério Público do DF sobre descontos irregulares em contas do Banco de Brasília (BRB), relacionados à "Farra do INSS". O Cassisp, criado em 2024, teria promovido cobranças indevidas de aposentados e pensionistas. Estima-se que milhares de pessoas tenham sofrido prejuízos milionários.
O empresário Adelino Rodrigues Júnior, apontado como fundador do Centro de Assistência e Integração dos Servidores Públicos (Cassisp), foi preso no âmbito de uma investigação que apura fraudes em um esquema de descontos em contas vinculadas ao Banco de Brasília (BRB) e conexões com a chamada “Farra do INSS”.
Segundo as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e do Ministério Público do DF (MPDFT), o Cassisp teria sido criado em 2024 com o objetivo de operacionalizar cobranças indevidas em contas de aposentados e pensionistas, sem autorização dos titulares.
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INSS: fraudes, débitos automáticos e prejuízo milionário
O esquema investigado envolve a realização de débitos automáticos por meio de associações que, de acordo com os investigadores, simulavam autorização dos correntistas ou utilizavam contratos irregulares para viabilizar os descontos. A estimativa é de que milhares de pessoas tenham sido atingidas, com prejuízos que ultrapassariam milhões de reais.
Adelino também aparece ligado a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, figura central de investigações da Polícia Federal sobre fraudes em benefícios previdenciários. As apurações apontam semelhanças entre os métodos utilizados nos dois esquemas, especialmente no uso de associações intermediárias para viabilizar os descontos.
Leia também: “A farra da meia entrada”, reportagem publicada na Edição 327 da Revista Oeste
A Polícia Civil afirma que parte dos investigados já possui histórico em outras operações relacionadas a fraudes financeiras contra aposentados. As diligências incluíram prisões, buscas e bloqueio de bens, além da análise de movimentações financeiras suspeitas.
Em nota, o Banco de Brasília informou que comunicou as autoridades ao identificar irregularidades e afirmou colaborar com as investigações. A instituição também declarou ter adotado medidas administrativas internas após a identificação das inconsistências.
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