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Economia

Petrobras: acionistas minoritários pressionam contra indicação de Magda Chambriard

Grupo exige assembleia extraordinária para eleger novo comitê; objetivo também é pressionar o governo Lula com votação que permitiria a apresentação de objeções

Magda Chambriard
Magda Chambriard assumiu a presidência da Petrobras depois da demissão de Jean Paul Prates | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Acionistas minoritários da Petrobras, que possuem cerca de 5% da companhia, solicitaram na noite desta quinta-feira, 30, a Pietro Mendes, presidente do Conselho de Administração, que convoque uma assembleia extraordinária para a eleição de um novo comitê.

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A solicitação tem como objetivo pressionar o governo Lula, que indicou Magda Chambriard para a presidência da Petrobras, com uma votação que incluiria todos os acionistas e permitiria a apresentação de objeções.

O atual conselho tem oito dias para deliberar sobre o pedido, mas já sinalizou que não pretende convocar a nova assembleia. As informações são do jornal O Globo.

Necessidade de nova assembleia de acionistas da Petrobras

Os acionistas minoritários podem recorrer à Justiça ou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), caso o conselho não atenda ao pedido. A gestão de Magda Chambriard começou de forma tumultuada, e isso pode influenciar o valor das ações da Petrobras.

A exigência de uma nova assembleia é baseada na Lei das Sociedades por Ações (SAs), segundo os acionistas argumentaram por meio de seus representantes.

O escritório do empresário Juca Abdalla, que detém cerca de 4% das ações, e a gestora GQG Partners, que possui mais de 1%, argumentam que, com o afastamento de Jean Paul Prates, todo o conselho deveria ser votado novamente.

No entanto, a direção da Petrobras afirma que a renúncia de Prates permite que Magda seja apontada como nova presidente e ratificada na próxima assembleia-geral regular.

Magda não é o único alvo

A direção da estatal também argumenta que convocar uma assembleia extraordinária seria desnecessário e caro, com um custo estimado de quase R$ 4 milhões.

Além de questionar a indicação de Magda Chambriard, os acionistas querem “rever” a situação de conselheiros indicados pelo governo, que estariam em situação irregular após a decisão de flexibilizar a indicação de políticos a cargos de diretoria em estatais.

O receio dos acionistas é que os planos de Magda de acelerar a construção de refinarias e investir na recuperação da indústria naval possam levar a Petrobras a grandes prejuízos e à intervenção. O pedido dos acionistas minoritários parece ser uma última tentativa de forçar o governo a ceder em algum ponto.

1 comentário
  1. Marcos Antônio Braz lucas
    Marcos Antônio Braz lucas

    Quatro milhões para fazer uma assembleia de acionistas ? Inacreditável.

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